Concessão de taxa de energia a templos evangélicos garante apoio para Bolsonaro em sua reeleição em 2022 / Sérgio Jones*

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ILUMINAÇÃO TEMPLOS EVANGÉLICOS

Concessão de taxa de energia a templos evangélicos garante apoio para Bolsonaro em sua reeleição em 2022 / Sérgio Jones*
A definição mais básica e próxima ao que poderíamos considerar um Estado laico ou secular é aquela em que o poder do Estado é oficialmente imparcial em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião.

Deve tratar os cidadãos de maneira igual, independente da religião, e não deve demonstrar tratamento preferencial para determinada religião. Conceitos estes que não se aplicam ao Brasil.

O arremedo de presidente Jair Bolsonaro que sofre de completo apagão cerebral, malandramente quer conceder subsídio na conta de luz para templos religiosos de grande porte. Mas a bem da verdade, o que ele objetiva com essa medida cabotina é beneficiar de forma ampla, os evangélicos, por ser esta a bancada de sustentação deste desarranjado governo.

A influência desses Caifás evangélicos de denominação neopentecostais, sobre o Palácio do Planalto, é endêmica e se torna cada vez mais, perniciosa para os reais interesses do povo brasileiro.

A minuta do decreto que defende tamanha insanidade fundamentalista já foi elaborada pelo Ministério de Minas e Energia e encaminhada para a pasta da Economia.

A reação da equipe econômica e de Paulo Guedes deve ser contrária, este grupo é conhecido por defender a redução de benefícios desse tipo.

Embora o movimento seja para beneficiar templos religiosos de forma ampla, os evangélicos são o alvo da medida. A bancada desse segmento é considerada hoje a principal base de sustentação do governo. Bolsonaro tem atendido suas reivindicações desde que assumiu à Presidência.

A influência de líderes evangélicos sobre o Palácio do Planalto é cada vez maior e o próprio presidente já deixou transparecer em diversas oportunidades que quer tê-los por perto na administração.

Diante dessa nova e rendosa perspectiva de engordarem as suas já vastas finanças e encherem ainda mais as burras os vendilhões do templo, que contam com isenção de pagamento de impostos, já anunciaram disposição de ajudar Bolsonaro a coletar as quase 500 mil assinaturas necessárias para criar seu novo partido, o Aliança pelo Brasil.

O bestial e fundamentalista presidente já deixou claro a sua intenção de indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os evangélicos representam 29% dos brasileiros e podem ser o fiel da balança na campanha de Bolsonaro (A Besta do Apocalipse) à reeleição, em 2022.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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