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Empulhação na política feirense é regra e não exceção/ Por Sérgio Jones

A empulhação política no Brasil, em especial no município de Feira de Santana, não é uma exceção e sim a regra. No caso específico da terrinha de Lucas, a situação ganhou musculatura nas últimas duas décadas quando se instalou uma estratégia macabra de se manter a perpetuidade de um grupo político hegemônico.

Para que isso acontecesse, as primeiras medidas adotadas foram visando destruir as lideranças locais existentes. Ação que foi empreendida pelo grupo de golpistas que teve como bastião avançado, segundo revela a própria história, a figura de José Ronaldo.

Os resultados deixam transparecer que ele se saiu muito bem nessa macabra empreitada.

A partir daí, o que se revelou a médio e longo prazo foi um desastre completo e sem precedentes no desenvolvimento local. Que se notabiliza por sucessivos escândalos e práticas não muito recomendáveis de todo tipo e modelo de crimes voltados no trato da aplicação e destinação do erário. Isso acontece há muito tempo, ao arrepio da lei.

Ações como essas resultam, como sempre, em benefício de poucos e prejuízos de muitos. Diante do grau de impunidade existente no país, esse modelo tem gerado a proliferação de maus políticos que se sentem à vontade para empreenderem todo tipo de crimes, sem temer qualquer forma de represália por parte da justiça.

Neste momento se encontra em andamento o processo de ação de impugnação de mandato eletivo a candidatura do prefeito eleito Colbert Martins (MDB), que tem como impugnantes o deputado federal petista José Neto e as agremiações políticas PDT/PT/Avante/PP/PC do B. O processo é referente às eleições de 2020.

Encontra-se agendado para na próxima terça-feira (11) pela manhã serem ouvidas as testemunhas. A ação de nº 0600153-53.2020.6.05.0157 está na 157ª Zona Eleitoral em Feira de Santana.

A opinião geral é de que os resultados são incertos, mas diante do que temos presenciado ao longo da história política da nação, é mais do que provável que a situação não resulte em nada.

A justiça brasileira existe de forma decorativa e sempre tem uma prevalência em defender e manter o status quo. A prática tem nos demonstrado que na maioria das vezes o que se busca não é fazer justiça.

O que se busca é dar a impressão ou parecer de que ela de fato existe. O futuro nos aguarda e revelará com quem está a razão.

Sérgio Jones, jornalista |(sergiojones@live.com)

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