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Ex aliada diz que Bolsonaro segue o seu roteiro de morte sem ser perturbado/ Sérgio Jones

Antes tarde do que nunca. Com a queda vertiginosa de popularidade do presidente carniceiro, Jair Bolsonaro, antigos e fiéis aliados começam a abandonar o barco. Nunca é demais lembrar que os ratos são os primeiros a pular do navio quando começa a fazer água.

Comportamento semelhante, e que bem ilustra essa situação, foi adotado pela jornalista Mariliz Pereira Jorge, que apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

Em artigo publicado em um dos jornalões do sul do país, ela teceu duras críticas a Jair Bolsonaro. A Salomé, versão tupiniquim, pede a cabeça do presidente: “Impeachment ou morte”, diz o título de seu artigo.

A indignação e a compulsão apresentada pela indigitada jornalista embora aflore de forma tardia, é pertinente. Segundo acusa ela, Bolsonaro segue seu roteiro de morte sem ser perturbado.

Na sequência falou sobre um almoço oferecido pelo alucinado mandatário, ocorrido na terça (2), no Palácio do Planalto às autoridades. No qual ela interpreta como uma espécie de ritual bizarro ocorrido tão ao gosto do presidente e seus asseclas milicianos.

No final de seu artigo faz um emocionado e desesperado apelo: “Ou as instituições afastam Jair Bolsonaro da Presidência ou condenarão um país inteiro à morte: uma parte do país pela devastação que a Covid-19 deixará, mas uma parte ainda maior que herdará terra arrasada pela incompetência e arrogância dele”.

Nunca é demais lembrar que o arrependimento se acaba no momento em que descobrimos a loucura realizada e nos damos conta de nossa ignorância.

Talvez, essa tenha sido a grande motivação da jornalista.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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