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Feira: conflitos travados entre os podres poderes têm sido lesivos aos interesses da coletividade/ Por Sérgio Jones

A cruzada travada entre o executivo e legislativo feirense está se tornando uma novela, com capítulos intermináveis. A queda de braço ocorre devido interesses contrariados entre ambos os poderes.

Situação que vem sendo agravada com a falta de habilidade por parte do prefeito de direito e não de fato Colbert Filho (MDB), que no campo administrativo e principalmente da diplomacia, tem se revelado o mais completo desastre.

A relação entre os podres poderes tem sido extremamente perniciosa aos interesses da coletividade. Por um lado, os legisladores para mostrar fidelidade ao executivo vinha exercitando o modelo da política, é dando que se recebe.

Prática fomentada por décadas pelo rei da caatinga, ex-prefeito José Ronaldo, que através desse método sempre contou e garantiu apoio de uma bancada sempre dócil que propiciava a seu ‘governo’ uma confortável e folgada maioria na Câmara.

A falta de habilidade do atual prefeito nesse campo político tem demonstrado ser o mais completo desastre. O que provocou um inevitável choque de interesses. Importante observar que a aparente harmonia existente nas gestões do ex-prefeito ocorria pelo fato dele manter uma espécie de escambo, acordo tácito que permitia a ambos os poderes um certo equilíbrio.

Equilíbrio este, que era mantido através prática nada republicana. Ao promover de forma graciosa em seus quadros, empregos de parentes, apaniguados e os mais chegados dos digníssimos e impolutos legisladores.

O ex-prefeito sempre se utilizou e manipulou a máquina pública tendo como objetivo se perpetuar no poder. O que até o presente momento, tem se mantido com relativo sucesso.

Com relação ao rompimento dessa prática promíscua, importante esclarecer que ela não aconteceu por questões morais ou éticas, mas por interesses outros, nada confessáveis. E que o impasse é temporário, em breve retornará à sua “normalidade”.

O que acabou com a trégua existente entre os podres poderes, pode ser resumido como choques de interesses. Em represália a rebeldia manifestada pelos edis, o alcaide optou pelo confronto direto. Deixou de atender as reivindicações de suas excelências e na sequência começou a demitir em massa os familiares deles, que se encontravam aboletados no executivo.

Diante dos holofotes da imprensa nesta terça-feira (20), Colbert Filho declarou, sem ter declinado nomes, que a tensa situação existente é provocada por alguns legisladores que têm criado dificuldades no tocante a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO).

Estes, têm utilizado como tática, para dificultar a aprovação da LDO, métodos como a apresentação de emendas ao projeto o que tem segundo argumenta o prefeito, causado dificuldades para o governo. “As emendas à LDO vão afastar Feira de investimentos”.

Á retórica utilizada é mesma de sempre. Nada muda, tudo dantes como no quartel-general de abrantes. Enquanto a situação não se define, pega fogo no cabaré.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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