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FREI TITO, O RELIGIOSO QUE A DITADURA TORTUROU E LEVOU AO SUICÍDIO

Frei Tito foi um frade dominicano que, junto com outros colegas de convento, dava apoio logístico à Aliança Libertadora Nacional (ALN), comandada por Carlos Marighella.

Em 1969, ele foi preso na operação Batina Branca e violentamente torturado nos porões da ditadura.

Em uma das sessões de tortura a que foi submetido, o capitão Albernaz mandou o Frei abrir a boca para receber a hóstia consagrada e colocou um fio em sua boca para submetê-lo a choques elétricos.

Albernaz dizia que se ele não falasse seria quebrado por dentro e, embora o seu corpo tenha resistido à violência que sofrera, a sua alma não resistiu.

Ao sair do cárcere, ele exilou-se em um convento na vila francesa de L’Arbresle e ali vivia atormentado pelas sucessivas sessões de tortura a que havia sido submetido.

Certo dia, confidenciou a um amigo que ainda ouvia os gritos do delegado Sérgio Paranhos Fleury, um de seus torturadores.

Dominado pelo horror que havia enfrentado, o frade enforcou-se em uma árvore em 10 de agosto de 1974, deixando um bilhete ao amigo no qual dizia

“É melhor morrer do que perder a vida”. (Iconografia da História)

Genaldo Melo

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