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Governo Bolsonaro apoia projeto que desmatará 11 mil hectares de terra indígena

Governo Bolsonaro apoia projeto que desmatará 11 mil hectares de terra indígena

O governo federal – através do  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – é apoiador de um projeto na Terra Indígena Sangradouro, em Poxoréu-MT, que deve desmatar 11 mil hectares de cerrado.

A área total de degradação equivale a 15 mil campos de futebol e a região terá, num prazo de 10 anos, plantações de soja, arroz e milho na região. As informações são do jornalista Rubens Valente.

José Otaviano Ribeiro Nardes, produtor de soja e uma das principais lideranças ruralistas da região, afirmou que “sem o apoio do presidente da República [Bolsonaro] e da Funai nós não teríamos conseguido fazer o projeto. Só conseguimos em função do total apoio.

A Funai em Brasília é uma extensão do nosso projeto”.

Nardes é irmão do ex-deputado federal Augusto Nardes, que hoje ocupa o cargo de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU) e é presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste-MT.

Segundo o ruralista, a ideia partiu do próprio presidente Bolsonaro em abril de 2017.

Na ocasião, Jair ainda era deputado federal e, ao visitar a região na quarta edição do FarmShow – feira de gropecuária de Primavera – a sugestão foi compartilhada pelo político.

Ao assumnir a presidência, o plano avançou através de conversas em conjunto com o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Para que o acordo fosse viabilizado, uma série de seis contratos foi assinada.

As tratativas foram finalizadas em março de 2020 e em maio de 2021 e contou com a participação de produtores rurais e lideranças xavantes da região.

Aos indígenas, cabe “delimitar a área para cultivo devidamente demarcada por coordenadas geográficas, com anuência da Funai e devidamente liberadas pelos órgãos ambientais”, e também “responder aos processos ambientais e políticos para garantir o uso agrícola da área”.

Já os produtores rurais terão que “coordenar o processo de implantação das culturas” e “promover o transporte e venda dos produtos resultantes da Cooperação Agrícola, acompanhado pelo cooperante [associação indígena], a destino previamente acordado entre as partes”.

Adivinha quem sairá perdenxo nessa tranzação já considerada espúria.

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