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Governo de Colbert pula da panela para o fogo/ Por Sérgio Jones

Indústria do transporte fácil de dinheiro

O que realmente se encontra por trás de todo essa bagunça que compromete, faz tempos, a implantação da qualidade no transporte público de Feira de Santana. Situação que perdura por décadas, comprometendo o direito inalienável de ir e vir do cidadão feirense.

As versões encontradas que circulam nos bastidores da comunidade local, são muitas. Para início de conversa, o grau de tolerância por parte, em particular, adotado pelo prefeito de direito e não de fato, Colbert Filho (MDB), é bastante curiosa.

São muitas as explicações atribuídas com relação aos maus serviços prestados por suas excelências para a comunidade. O primeiro aspecto, digno de observação, é o fato desses conceituados políticos não se utilizarem desses serviços. Se fizessem utilização dos mesmos, acredito, que a situação não chegaria ao ponto de desgaste que chegou, não só no serviço de transportes, como inúmeros outros.

Quem lucra com tal crise, com certeza não é o povo. Poderiam, entretanto, alegar alguns, que ninguém ganha em uma situação como essa. O político sofre um desgaste que pode refletir eleitoralmente de forma negativa.

Mas o que não se pode esquecer é que justamente nas crises que os maus políticos se locupletam, financeiramente. Esse tem sido o quadro real da prática adotada no seio da política brasileira.

Há pessoas que enxergam na declaração do prefeito com relação a necessidades de medida de emergência no serviço de transporte público urbano e rural de passageiros, no município, através do decreto (nº 12.399), promulgado nesta quinta-feira (28). Como uma forma que permite que a administração pública possa proceder de forma direta na contratação de outras empresas sem que aja necessariamente de licitações.

Em situações consideradas “normais”, na prática até mesmo esse método licitatório não impede, plenamente, a existência de maracutais.

O que se pode esperar na ausência de adoção de medidas protetivas feitas nesses modelos de contratações? Tais perspectivas se abrem para que a situação que já está ruim, se torne pior.

A medida denominada como pomposamente emergencial, que em tese visa garantir e regularizar o serviço público, a segurança da sociedade, bem como a ordem pública. Poderá tomar rumos contrários ao que se propõe. A proposta apresentada pelo poder público passa a sensação de que se está pulando da panela para o fogo.

Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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