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Índios não tomam vacina anti-Covid por influência de pastores: “marca da besta”

Pastores orientam indígenas a recusarem vacina

Requerimento entregue à CPI da Covid aponta que missionários evangélicos têm espalhado mentiras sobre a vacina contra a covid-19 em aldeias na região Norte do Brasil. As informações são do UOL.

Entre as mentiras espalhadas estão a que a vacina já vem contaminada da China e que o imunizante serviria para marcar indígenas com o número da Besta, o 666 citado no livro bíblico do Apocalipse.

Há ainda relatos que religiosos estariam dizendo que o imunizante transformaria os indígenas em animais, homossexuais ou os mataria.

Os relatos são confirmados por Milena Kokama, vice-presidente da Federação Indígena do Povo Kokama.

De acordo com os dados mais atualizados, 54.438 indígenas já foram infectados pela Covid-19 e 1.072 morreram desde o início da pandemia.

Vale lembrar que, no dia 2 de fevereiro, um helicóptero da Força Aérea Brasileira carregado de doses de vacina foi cercado por homens e mulheres empunhando arcos e flechas às margens do rio Purus (sul do Amazonas).

Na ocasião, os jamamadis afirmara que não receberiam o imunizante enquanto o missionário americano Steve Campbell, da Greene Baptist Church, não fosse liberado para entrar na região e “os orientasse sobre a vacina”.

O americano foi expulso da região em dezembro de 2018 pela Funai.

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