Isaias de Diogo: o tolo que se considera sabido/ Por Sérgio Jones

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Nesta terça-feira (27), o vereador Isaías de Diogo (MDB), durante discurso proferido na tribuna do legislativo feirense fez o seguinte apelo, para que os eleitores brasileiros tenham o compromisso de não votar em políticos envolvidos em corrupção.

Em princípio, o discurso é válido e ao mesmo tempo patético. O que o nobre edil pede pode ser considerado uma missão impossível de ser cumprida.

Primeiro pelo fato da dificuldade que o eleitor vai ter para identificar o político que direta ou indiretamente não esteja envolvido em atos pouco ou nada recomendáveis. Segundo, pelo fato de que se existe político honesto, este se encontra em fase acelerada de extinção.

O que busca o nobre edil ao se utilizar dessa retórica é se manter visível na mídia. O que está a pregar é o que popularmente conhecemos como conto do vigário.

Aconselho ao vereador evangélico que não exija dos outros o que ele não faz. Ao se comportar dessa forma podemos taxá-lo como hipócrita. Encontrar um político que de alguma forma não esteja em sintonia com o ilícito, é coisa rara no Brasil. O político realista não pode e nem deve exigir o impossível de seus eleitores.

Esse tipo de apelo em tese é bonito, mas na atual realidade brasileira, infelizmente, se torna impraticável. Olhar de quando em vez pelo retrovisor da história se faz necessário, para que sua excelência não se utilize de discursos desse tipo. Volto a lembrar que o problema do sabido é achar que todo mundo é tolo.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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