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Jair Bolsonaro e seu governo de Pinóquios/ Por Sérgio Jones

A mentira se tornou uma prática muito usual na gestão criminosa do presidente Jair Bolsonaro. Todo o seu governo é baseado na negação em que os seus poucos e ridículos seguidores mais empedernidos acreditam.

Diante das repercussões negativas na imprensa, não só no Brasil, mas em todo o mundo, a embaixada do Brasil, em um ato patético, através do Itamaraty afirma que os ” êxitos” da campanha contra a covid-19 são reconhecidos pela população, que a pobreza cai e que a democracia é sólida no Brasil”.

É um governo de Pinóquios.

O documento é uma espécie de resposta em que diplomatas foram instruídos a enviar para jornais estrangeiros que publicaram e publicam reportagens e colunas contrárias ao presidente Jair Bolsonaro, bem como para outros meios de comunicação sediado no exterior.

Quando ao fato do Brasil se encontrar na liderança mundial em novas mortes provocadas pela pandemia, esses índices macabros de forma atroz e proposital são omitidos.

Na visão enferma da atual diplomacia, este órgão do governo tenta projetar perversamente e de forma irresponsável a inverdade de que há no país um “elevado nível de aprovação pública” no que se refere à gestão da pandemia.

A carta dirigida para o exterior aponta que considerável percentual da população reconhece os “êxitos e acertos de uma gestão da crise sanitária em que somente a mídia estrangeira de forma pouco responsável qualifica como nefasta”.

A crítica do embaixador e sua constatação de um suposto apoio popular se contrastam de forma brutal com o que aponta pesquisas recentes, realizadas no Brasil, que têm revelado a rejeição a Bolsonaro na gestão da crise.

Os índices de rejeição vem batendo recorde e já atingiu o patamar de 54% dos entrevistados. E com forte tendência de crescimento.

A mentira insistentemente e deliberadamente divulgada pelo atual e desclassificado governo tem como objetivo enganar as pessoas. Como gostava de citar o protestante francês Jaques Abbadie: “ Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

Antes que alguém resolva questionar a origem da sentença, embora a frase tenha sido inicialmente atribuída ao presidente estadunidense Abraham Lincoln, não há fontes que confirmem essa história.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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