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José Ronaldo : Carantonha do interior baiano/ por Sérgio Jones

A vice ou nada. Nada

De acordo com declaração do pré-candidato a deputado federal Zé Chico (UB), defensor do nome do ex-prefeito José Ronaldo (UB), seu padrinho político, a compor na chapa de ACM Neto na condição vice. Sob o argumento hilário de que o mesmo é a cara do interior. Muitos feirenses estão a considerar que tal declaração, além de descabida, demonstra um total e irrestrito grau de subserviência por parte do outro Zé.

Se essa metáfora for verdadeira, o quadro apresentado pelo afilhado político deixa claro o seu desapreço para com o Estado.

Além de ter dado, ao fazer a infeliz comparação, uma demonstração de uma brutal distorção visual da realidade social do povo baiano.

Por mais de duas décadas o município de Feira de Santana, sangra devido a incúria administrativa que assolou e tomou conta da cidade que não vive os seus melhores momentos nos mais diversos segmentos, em especial, no que tange a setores tão sensíveis como saúde, educação, entre outros.

A esbórnia tem sido um exercício diário desse grupo político que tomou de assalto o poder local.

A partir daí transformaram a cidade em uma espécie de laboratório onde traça e desenvolve uma alquimia perversa que tem como primazia, se perpetuar no poder.

A insistência patética e desmoralizante adotada pelo cacique político local em usar de forma despudorada seus sequazes para pressionar o pré-candidato ao governo do Estado da Bahia, ACM Neto (UB), em aceitá-lo e inclui-lo na chapa na condição de vice.

Demonstra por parte dele um sentimento que o impede que faça algo considerado moralmente decente.

José Ronaldo pode ser tudo, menos considerado a cara do interior. Está mais próximo de ser encarado como uma espécie de carranca. Que tem a sua origem em uma manifestação cultural utilizada pela população ribeirinha do Rio do velho Chico, em que é utilizada nas embarcações como proteção para espantar os maus espíritos.

Há quem afirme , por aqui na terrinha de Lucas, que no caso específico desse político, a comparação para por aí. Uma vez que ele não pode espantar a si mesmo.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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