Lira: o inútil conveniente/ Por Sérgio Jones

ARTHUR LIRA DIANTE DO ESPELHO

Neste país tropical chamado Brasil, conceito ambivalente entre o certo e errado, sempre foi considerado peça de ficção. Essa triste realidade pode ser constatada diariamente diante de atitudes várias, adotadas pelas denominadas autoridades públicas.

Conceito este, que sempre esteve e estão a serviços de grupos, em total dissonância com os interesses da coletividade.

O pronunciamento feito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), à imprensa brasileira, o lacaio e fiel depositário das ideias do presidente genocida e negacionista, Jair Bolsonaro, já começou a apresentar os seus prestimosos desserviços à nação.

Trafegando perigosamente na contramão da história, adiantou ele que 100% dos pedidos de impeachment apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro desde o primeiro ano de governo, em 2019, são “inúteis” para o que foram propostos.

O patético argumento já era mais do que esperados por todos. Com tal tomada de posição o que fica patente é que se existe alguém ou algo inútil, é o próprio.

Dentre os muitos argumentos estapafúrdios utilizado por Lira, destaque para: “Não cabe a esta Casa, neste momento instabilizar uma situação por conveniência política de A ou B”.

Para ele, os mais de 127 pedidos de impeachment existentes contra o Jair Bolsonaro, é apenas uma tentativa, por parte da oposição, na busca de gerar um fato político. Quando a bem da verdade, quem está a gerar um fato político, é o próprio capachão.

Em resposta as afirmações inapropriadas e fora de contexto, oposicionistas arguiram que abrir processo de impeachment contra Bolsonaro é uma questão democrática.

Para Lira, o que seria minimamente considerado necessário para que o pedido de impeachment passe a ter alguma consistência?

Acredito só existir uma resposta racional, que ele não fosse aliado do governo terraplanista, responsável pela sua guinada à presidência daquela Casa.

Lira usa como estratégia, para fugir vilmente de suas funções, a falácia e a ideologização do fato em questão. Se utilizando de seu amplo grau de cinismo, que tão bem caracteriza parte do modus operandi dos políticos desse Brasil tupiniquim.

Pediu um pouco de paciência e reflexão por parte dos oposicionistas. Reflexão que ele próprio não tem, nem mesmo quando se encontra diante do espelho.

Sérgio Jones, jornalista (sérgiojones@live.com)

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