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Maçonaria: puxando a própria orelha/ Carlos Lima

Maçonaria

Temos uma questão que pede urgência. Sua analise deve acontecer internamente.

Ao longa da história Maçônica temos enfrentado e superado diversos inimigos gratuitos, que gerados pela religião, inveja, temor da força aglutinadora dessa sociedade de irmãos que através da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, acreditam na construção da felicidade humana.

Sempre nos protegemos dos inimigos externos, por outro lado, outro.

Governos extremistas, Clero, Profanos e outras instituições que ainda nos perseguem, difamam, até mesmo em alguns casos nos acusam de satanistas e criminosos.

No passado essas ações eram mais contundentes. Na atualidade estão mais encobertas, mais continuam com a perspectiva de destruição da nossa sociedade de irmãos.

No entanto, mesmo com a evolução dos tempos e vivendo os primórdios da  era tecnológica, não significa que não devamos nos preocuparmos com a probabilidade do aperfeiçoamento dos nossos inimigos gratuitos, eles continuam existindo.

Isso me faz lembrar o que disse nosso irmão Armando Righetto, ex-Grão Mestre do Grande Oriente de Minas Gerais, GOB, quando afirmou:

“Na atualidade, sem qualquer tipo de reserva, os maiores inimigos da Maçonaria, são os próprios Maçons”.

E completa afirmando que uma maioria:

“São mal selecionados, não são convictos, desleais para com irmãos e princípios Maçônicos, despreparados historicamente, filosoficamente, liturgicamente, ritualisticamente e ignorantes diante do esotérico”.

Ressalte-se que essa situação descrita pelo ex-Grão Mestre, não é genérica, mas abre uma brecha na nossa retaguarda, vulnerabilizando toda Instituição.

Não é difícil identificarmos, que até mesmo, alguns mestres acreditam que trabalhar na ‘Pedra Bruta’ é utilizar o ‘Maço e o Cinzel’, na própria pedra.

Não conseguem identificar que se trata de uma alegoria, e que o trabalho é em si mesmo.

Dessa forma a reforma do Ego, não acontece.

O que continua prevalecendo é a permanência da vaidade, orgulho, arrogância, intolerância, fanatismo, superstição e a ausência de humildade, inteligência, fraternidade, além tantos outros predicados maléficos à prática Maçônica.

A União das Potências Regulares foi buscada e alcançada. Um passo vital para o seu fortalecimento, entretanto, ainda se continua ampliando os gladiadores na irmandade.

Ou seja: a moral Maçônica tem sofrido um grande desgaste. Nossas Leis e regimentos tornaram-se flexíveis aos interesses individuais e às conveniências de cada um, principalmente de alguns veneráveis e Grão Mestres.

Na época do meu avô, a palavra de um homem era mais importante do que um documento assinado. Dizia-se também que o fio de bigode ou da barba era o suficiente para se garantir e confirmar um negócio.

E hoje em dia, entre alguns Maçons, alguém se arriscaria em aceitar essa garantia?

Na realidade tenho sido muito incisivo nas minhas observações, das quais não faço segredo entre colunas.

Meu raciocínio gira em torno de aperfeiçoamento no que diz respeito  as Leis Maçônicas e o seu importante significado para a vida do ser humano.

Ser um tanto rude com o meu filho, repreendê-lo e até mesmo puxar a sua orelha, para ensinar-lhe os caminhos da vida, eu mesmo faço.

Entretanto, não admito que o vizinha o faça.

Carlos Lima. – MI

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