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Maçonaria: ser reservada não é ser invisível por Carlos Lima

Foto ilustrativa

A distância que o Maçom mantém perante a sociedade é injustificável?

Mão. Primeiro, porque a Ordem é formada por homens de bons costumes. Segundo. porque buscamos a verdade, combatemos a vaidade, vício, mentira, falsidade e desigualdade.

Defendemos as Leis que disciplinam o comportamento da sociedade, a Constituição do País e combatemos as injustiças obedecendo a legalidade jurídica.

Respeitamos a liberdade religiosa, política e racial dos povos.

Nos dedicamos ao aprendizado procurando evoluir em nossa humanidade e ampliando horizontes para uma vida mais digna entre todos os seres humanos.

Preservamos a paz e a vida até os últimos instantes de diálogo e tolerância.

Essas qualidades não podem ser invisíveis para a sociedade.

O temor de que erros individuais cometidos por Maçons, não podem abalar uma estrutura tão magnífica.

Todos nós somos santos pecadores independentes de raça, crede, posição política ou social, e as ações individuais devem ser cobradas, corrigidas e punidas individualmente.

As instituições assumem tais culpas se apoiarem os seus infratores.

O projeto filosófico da Maçonaria é de uma sociedade JUSTA, os caminhos estão abertos para todos, todos aqueles que se consideram livres para pensar, dialogar e construir uma humanidade que seja feliz.

Utópico, não sei, mas se não tentarmos, não saberemos. Tem um adágio popular que diz: Tudo tem o seu tempo.

Não precisamos cruzar nossos braços e esperar pelo tempo, vamos ajudar, a primeira ação é deixar de ser invisível para a sociedade que dizem ser profana.

Não tenha receio de dizer que sou Maçom.

Tenha orgulho em ser e expandir seus princípios.

Aceitar essa designação apenas em Loja ou em encontros Maçônicos, é ser visível apenas entre si mesmo.

Nossa escola é de aperfeiçoamento, será que não nos aperfeiçoamos o suficiente para ser exemplo. Será que os princípios foram deturpados conforme conveniências pessoais e os   aprisionamos nas Masmorras das vaidades.

Temos nossos símbolos, na maioria, enfeitam o traje oficial do Maçom, no entanto, no dia a dia eles desaparecem de nossas vestimentas, alguns realmente não precisam ser usados, mas o esquadro e compasso deveria ser permanente.

É a nossa identidade. É o compromisso do que somos e do que defendemos, as nossas ações devem ser exemplos permanente de dignidade.

Vamos subir no telhado e dizer:  é possível uma sociedade mais digna e JUSTA.

Carlos Antônio de Lima – CIM 914 – Templo de York – GOBA

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