Mais Médicos’ deixam Ceará e pacientes que apoiaram o Impeachment ficam sem atendimento

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Mais Médicos. Os cubanos se despedem do Brasil

Chegou ao fim o contrato de médicos – a maior parte cubanos – contratados para atuar no Ceará por meio do programa do Governo Federal “Mais Médicos”.

A população que depende exclusivamente do serviço público de saúde e recebia atendimento dos “mais médicos” se diz preocupada com o prazo de trabalho dos profissionais.

Em alguns postos de saúde, os pacientes reclamam da falta de atendimento.

Na segunda-feira (19), pacientes que procuram o posto de saúde no Bairro Monte Castelo voltaram sem atendimento.

No local, os médicos cubanos já se despediram.

“Eles foram embora, inclusive teve até a festa de despedida deles.

Só tem uma médica, acho que ela nem está mais aí, inclusive acho que até teve uma festa de despedida dela também”, relata Tatiana Alencar, paciente do local.

Outra paciente conta que ficou surpresa pela falta de médicos.

“Nos últimos meses venho sempre e fui muito bem atendida pelos cubanos”, relata.

Antonia Maria, que também ficou sem atendimento, culpa o governo. “Eu não gostava da outra e queria que ela saísse, mas esse presidente veio e piorou tudo.”

Marta, que também procura os serviços do posto do bairro com frequência, elogiou o atendimento dos médicos cubanos e reclama dos servidores que permanecem no local.

“Eles [médicos cubanos] eram mais atenciosos, atendiam todo mundo, até o último da fila. O médico que está atendendo agora não quer atender.”

Já Maria das Graças Marques, que procurou os serviços nesta segunda, voltou para casa sem atendimento por falta de médicos.

Aprovação dos serviços

Esses médicos foram contratados em 2013 pelo programa Mais Médicos.

De acordo com o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde, Josete Tavares, esses profissionais têm aprovação de 80% da população de onde atendem.

“Eles melhoraram a saúde no Brasil interior e aqui especificamente no Ceará foi um reforço muito importante para os municípios principalmente nas periferias e áreas mais pobres das cidades”, explicou.

Programa mais médico

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