Ministro Queiroga: cavalo velho não aprende truque novo/ Sérgio Jones

Ministro Queiroga, truque novo, cavalo velho não aprende

O Brasil se encontra à deriva desde que o miliciano presidente Jair Bolsonaro, e toda a sua corja, ascendeu ao cargo. Como já não bastasse as mazelas sociais provocada pelo atual governo, como sobremesa o povo foi ‘agraciado’ com uma brutal pandemia que vem ceifando milhares de vida. Mas como sentencia o velho ditado popular, miséria pouca é bobagem.

Durante entrevista concedida à imprensa nacional neste domingo (11), o ministro da Saúde saiu-se com uma pérola gramatical ao dizer que ‘é meu dever persuadir meu presidente em relação às melhores práticas. Se eu não conseguir, a falha é minha, não do presidente’.

Esquece o inusitado ministro que cavalo velho não aprende truque novo. Menos ainda, sem querer depreciar o nobre animal, o jumento presidencial. Tentar implantar racionalidade ao mandatário brasileiro é como chover no molhado.

Quanto ao alerta de que poderá haver risco de o país enfrentar poucas ofertas de vacinas até segundo semestre. A culpa é desse governo negacionista que por diversas vezes desdenhou da pandemia, chegando até mesmo se recusar a realizar a compra de 70 milhões de doses da Pfizer. Com a recusa, o governo deixou de atender cerca de 20% da população.

Embora afirme que seu “objetivo número um” no Ministério da Saúde será acelerar a vacinação contra a covid-19, o novo titular da pasta admitiu que o cenário ainda tende a enfrentar dificuldades até meados de julho.

Ao ser questionado se o seu discurso não estaria desalinhado com o de Jair Bolsonaro. Ele disse que é seu dever persuadir o presidente em relação às melhores práticas. E voltou a repetir, “se eu não conseguir, a falha é minha, e não do presidente”.

Com esse comportamento abjeto e servil, o ministro deixa claro ser portador de baixa autoestima e amor próprio ao aceitar a culpa para preservar a figura do abominável genocida, Jair Bolsonaro. Tal comportamento depõe contra a preservação de sua honra, a nobreza e a dignidade de sua profissão.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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