Número de casos de feminicídio no Brasil cresce 22% durante a pandemia

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Dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que houve um aumento de 22% nos registros de casos de feminicídio no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus.

Os números correspondem aos meses de março e abril e foram comparados com o mesmo período do ano passado.

O número passou de 117, em 2019, para 143 neste ano.

Denúncias de tentativa de feminicídio crescem 74% em um ano, diz ministério. Projeto prevê suspensão de armas de fogo a agressor durante a pandemia.

A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, afirma que a pandemia tem agrava o número de agressões contra mulheres e meninas no país, já que vítimas e agressores atravessam a quarentena juntos.

“Durante a crise sanitária, muitas mulheres estão confinadas com o agressor, com dificuldade em pedir ajuda pelo celular, sem poder sair de casa e, além disso, muitas vezes em condições precárias e desempregadas”, alerta Samira.

“Outras tiveram sua renda diminuída por conta dos reflexos no mercado de trabalho e estão mais vulneráveis do que antes.”.

O levantamento analisou os dados de 12 estados e indica que o Acre foi onde os casos mais cresceram. Por lá, foi observado um aumento de 300% no número de casos reportados, que passaram de 1 para 4 no período.

Maranhão, com 166,7% de aumento, e Mato Grosso, com 150% vem logo na sequência.

Número de denúncias

Na comparação entre os meses de março de 2019 e 2020, o número de denúncias registradas no Ligue 180 cresceu em 17,9%. Em abril, período em que já havia quarentena decretada em todos os estados do país, o aumento registrado foi de 37,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos. A linha foi criada em 2005 para receber denúncias de violência contra a mulher, além de fornecer orientação às mulheres sobre seus direitos e sobre a rede de atendimento à mulher.

Com informações do UOL

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