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O Brasil é um país bom, para alguns poucos privilegiados/ Por Sérgio Jones

Brasil dos privilegiados

O Brasil sempre foi e vai continuar sendo, por um longo tempo, um país amoral e corrupto. A elite nacional é incompetente, misógina e burra, o que faz com que contribui para que o país se torne cada vez mais excludente.

Essa mesma elite continua gerando, por séculos, todo tipo de mazelas sociais magináveis e imagináveis que por extensão contribui sobremaneira para o comprometimento da fragilidade do tecido social. O que a torna sujeita a sucessivas crises sociais tendo como vítimas preferenciais a grande massa de despossuídos da nação, o seu povo.

Junta-se a todo esse caldo de caos social a impunidade que reina de forma soberana. Os grandes beneficiados, uma ridícula minoria que aposta e investe nas forças do atraso. O que lhes garante uma confortável posição onde abundam as mais condenáveis formas e práticas de privilégios. Enquanto o povo chafurda na indigência social.

Por isso mesmo, é que o Brasil não pode nem deve ser considerada como uma nação. É um país em formação. Como muito bem sentenciava o saudoso sociólogo, antropólogo, escritor e indigenista brasileiro Darcy Ribeiro: “ O Brasil é um país bom, se não fosse os roubos, seria o melhor país do mundo”.

Mas o que deixa transparecer, pelo andar da carruagem, é que para chegar a ser considerado um país bom, muita água passará por debaixo dessa ponte.

A caterva continua tentando arrastar o país para as trevas de onde ela nunca deveria ter saído, podemos citar como triste e lamentável exemplo o retorno da execrável figura pública do ex-deputado Eduardo Cunha, figura central no golpe de estado de 2016, dividiu palanque com Jair Bolsonaro no lançamento da candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo neste sábado (30).

Oportunidade em que sentenciou: “Apenas para deixar bem claro sou pré-candidato a deputado federal e mais nada. O meu candidato a presidente será Bolsonaro”.

Cunha foi detido preventivamente em 2016 e foi condenado em 2017 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em 2018 a condenação foi confirmada em segunda instância pelo TRF-4 e Cunha recebeu a pena de mais de 14 anos de prisão.

Mas a sua estada no presídio foi breve e ele volta todo serelepe na condição de pré-candidato a deputado federal. Triste Brasil, oh quão dessemelhante estás”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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