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Prerrogativas do Congresso Nacional deixam em evidência que a lei não é igual para todos/ Por Sérgio Jones

Jornalista Sérgio Jones

A reiterada recusa do meliante deputado Daniel Silveira (União Brasil – Rj) de atender a determinação da ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de colocar tornozeleira eletrônica é um acinte inaceitável cometido contra a mais alta instância do poder judiciário brasileiro.

Diante da realidade exposta, o que fica patente para todos é que a justiça no Brasil não é, e nunca foi, igual para todos, o que existe nesse aspecto é uma grande falácia.

O parlamentar bolsonarista é um elemento que tem, em diversas oportunidades, provado que é um ser nocivo para a sociedade.

As suas atuações não são dignas de um parlamentar que se julgue minimamente responsável.

Ele tem agido e se comportado em franco e aberto desrespeito para com as instituições brasileiras, em especial para com o STF, ao se recusar em acatar determinações desse poder.

O mais grave, de toda essa burlesca comédia, foi o argumento utilizado pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PSD-AM), ao fazer a afirmação de que o espaço da Casa é inviolável.

Se utilizando do argumento de não existir autorização para a entrada de agentes da PF no Legislativo.

O que deixou transparecer, com o seu pronunciamento, é que a lei não é igual para todos. Por isso mesmo, todo e qualquer crime, que porventura seja cometido por suas excelências, estes deverão permanecer impunes, se assim os seus pares desejarem.

Até onde se presume, em tese, nada pode se sobrepor a lei. Ao adotar essa postura os ‘ínclitos’ parlamentares estão pregando e incentivando, descaradamente, a desobediência civil.

Tal comportamento é indigno desses parlamentares, é um tapa na cara do povo brasileiro.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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