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QUALIDADE DO SER

Liberdade de Consciência

A Maçonaria exorta consciência, discernimento e cultura, dando lugar ao trabalho interior, pois o verdadeiro Maçom prima pelo conhecimento e a honra, bem diferente de ter títulos, não ser um aproveitador das circunstâncias para alterar regras que podem levar a anulação de atos.

Há de ser um construtor de templos à virtude, dado que a Loja é a escola de sua formação que o instrui nas práticas da retidão, esculpindo-o no espaço que lhe foi reservado no levantamento do edifício social a fim de não enveredar por caminhos sinuosos.

Submete-se à Assembleia e consulta-se amiúde para fugir de ordens incorretas, mesmo que parta de um superior hierárquico, pois quem acata irregularidade não é isento de ser punido já que, tal qual o primeiro, quer fazer da Entidade, área de aventuras e ser livre é não estar preso a entraves sociais que o prive de sua autodeterminação, que respeite o ritual não aceitando nos quadros das Lojas, quem carece de bons requisitos por não serem elas locais de arrecadação ou de garantia de poder.

Conseguinte, o Companheiro, por ter visto a Estrela e o Mestre por estar no topo, têm o dever de desviar os Aprendizes das impurezas, vez que, tal qual uma criança que nos alegra ver crescer, assim é a felicidade da Loja ver o progresso do Aprendiz dedicando-se ao primor espiritual e moral, reunindo esforços para o ideal domínio de si. Assim, devem recusar de ver ao seu lado quem, por meios suspeitos filiou-se, inda mais, sob o beneplácito do Nomeado pela Ordem para coibir infrações.

Ser livre é ser isento de coação e subordinação, como, por exemplo, atender decisões que constranjam os afiliados regulares, obstruindo suas participações, pois só se esconde o que é impróprio aos homens de bem, pois é prerrogativa dos irmãos, examinar e aprovar quem o chamará de fraterno, não se sentindo constrangido de ter junto de si quem foi afastado por irregularidade.

Ninguém quer impedir o retorno de quem, um dia, cometeu deslizes, mas dar oportunidade a todos os irmãos do universo maçônico de analisá-lo e votar pelo retorno às hostes da Arte Real. Por isso, não tem que aceitar regras proibitivas para a prática de qualquer ato ao exercício que lhe é mister porque o Irmão regular tem a faculdade de acolher ou barrar que, significa, zelo pela Ordem.

Lembremo-nos que a Maçonaria é escola de aperfeiçoamento moral. Em consequência, resta evitar no seu meio quem, por comportamento desnivelado foi afastado do convívio dos demais. Agindo assim, manterá a qualidade dos que já residem, a fim de serem cada vez mais úteis à coletividade.

Mas aquela pedra que resiste apurar-se, repetidamente, tumultuará a convivência com os demais, eis que o conceito maçônico de homem livre impõe ser diferente dos profanos, resistindo praticar atos que o torne desigual, mantendo a vital força moral que lhe ajude a fugir de todos os vícios que infamam,  desonram e degradam. Logo, o supremo ideal de liberdade é escapar de todas as propensões para o mal, pois o valor de um Maçom é julgado por seus atos, compreendendo a diferença entre discernimento e a vontade.

Feira de Santana, 9 de junho de 2024.

Jessé da Costa Primo∴ membro da loja Maçônica Luz e Fraternidade 14.

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