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QUEIROGA ABRAÇA DISCURSO DE BOLSONARO CONTRA ANVISA

Ministro Marcelo Queiroga, o cúmplice

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, repetiu o discurso do presidente Jair Bolsonaro e se voltou contra os servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ao defender a divulgação dos nomes de quem apoiou a vacinação contra covid-19 em crianças.

“O serviço público é caracterizado pela publicidade dos seus atos. Então, todos os técnicos que se manifestem em processos administrativos têm que ser publicizados os atos, a não ser aqueles atos que são mais restritos.

Mas não há problema em ter publicidade dos atos da administração. Acredito que seja até um requisito da Constituição”, disse Queiroga a jornalistas, segundo o jornal O Globo.

A autarquia liberou o uso do imunizante produzido pela Pfizer em crianças de cinco a 11 anos na última quinta-feira, mas o ministério não possui doses pediátricas em estoque.

Servidores apontam fascismo
Na última semana, a Univisa (Associação dos Servidores da Anvisa) publicou um comunicado em que apontava o fascismo na postura de Bolsonaro ao defender a divulgação dos nomes dos profissionais que autorizaram a imunização das crianças.

“Antes, mostra-se como ameaça de retaliação que, não encontrando meios institucionais para fazê-lo, vale-se da incitação ao cidadão, método abertamente fascista e cujos resultados podem ser trágicos e violentos, colocando em risco a vida e a integridade física de servidores da Agência”, disse a Univisa.

A entidade também afirmou que o posicionamento de quem denuncia é “uma atitude que demonstra desprezo pelos princípios constitucionais da Administração Pública, pelas decisões técnicas da agência e pela vida dos seus servidores”.

GGN

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