Rompimento é detectado em placa tectônica gigante entre Índia e Austrália

Movimentação das placas tectônicas

Uma placa tectônica gigante que existe sob o oceano Índico está se partindo lentamente em dois, indica um estudo publicado pela Geophysical Research Letters.

Em termos geológicos, falta muito pouco tempo para que a placa seja totalmente dividida, porém para os humanos isto pode significar uma eternidade.

Acredita-se que a placa conhecida como placa Índia-Austrália-Capricórnio está se separando a uma velocidade de 1,7 milímetros ao ano. Isto significa que deverão passar 600 mil anos para que a separação seja de um quilômetro.

“Não é uma estrutura que se move rápido, porém segue sendo significativa em comparação com outros limites planetários”, afirmou à Live Science a coautora do estudo Aurélie Coudurier-Curveur, pesquisadora principal de geociências marinhas do Instituto de Física do Globo de Paris.

A falha do mar Morto, no Oriente Médio, move-se aproximadamente 0,4 centímetros ao ano, enquanto a falha de San Andrés, na Califórnia, se move quase 10 vezes mais rápido, aproximadamente 1,8 centímetro anual.

O fenômeno quase passou despercebido, já que se trata de um processo lento que ocorre a uma grande profundidade sob a água.

No entanto, dois terremotos ocorridos em 2012 em um estranho local serviram de alerta.

Os terremotos ocorreram em um local incomum, no meio da placa e não onde uma placa tectônica desliza para debaixo de outra, como habitualmente.

Estes dois terremotos e outras pistas geológicas serviram para indicar o desenvolvimento de uma deformação nas profundezas da terra.

“É como um quebra-cabeças. Não é uma placa uniforme. Há três placas que estão, mais ou menos, unidas e se movem na mesma direção”, explicou Coudurier-Curveur, ao citar que a deformação não foi algo tão inesperado.

De acordo com os cientistas, devido ao movimento lento, provavelmente deverão passar aproximadamente 20.000 anos antes que outro forte terremoto ocorra, enquanto o processo completo do rompimento levará dezenas de milhões de anos.

Mas ocorrerá. Será inevitável.

Com informações da Geophysical Research Letters

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