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Targino apostou na impunidade para permanecer no poder e deu com os burros n’água/ Sérgio Jones

Deputado Targino Machado perde o mandato

O cinismo e a falta de caráter dos políticos brasileiros não têm limites e isso se evidencia com a declaração proferida pelo candidato a prefeito de Feira de Santana pelo Podemos, Carlos Geílson. Eu até entendo que ele seja solidário a seu colega de copo e de cruz.

O que não aceito é que venha a público defender e fazer apologia ao crime. Isso mesmo, ao crime. Targino teve o seu mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Onde está o equívoco? Daí dizer que o meliante e infrator da lei está sendo vítima de “perseguição política” é debochar da inteligência do povo. As irregularidades praticadas pelo deputado são de conhecimento público, e não é de hoje que vem sendo praticada ao arrepio da lei. Para este caso específico não pairam dúvidas.

Ao adotar tal postura de não aceitar cortar na própria carne, demonstra que o pleiteante a ocupar a cadeira do executivo feirense, que ele não merece a confiança do povo. Defender o indefensável demonstra fraqueza e falta de caráter.

Contra fatos não há argumentos.

O ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou em 16 de dezembro de 2018 com uma ação judicial contra Targino Machado, segundo investigações realizadas se apurou no procedimento preparatório eleitoral nº. 1.14.000.002286/2018-27, que a população era atendida em clínicas clandestinas em Feira de Santana e, de lá, transportada para os municípios de Cachoeira e São Félix, onde tinham acesso, irregularmente, a serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). O candidato foi denunciado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

Se constatou que o responsável pelo estabelecimento no qual eram realizados os atendimentos era ninguém menos do que o médico filho do deputado infrator, Targino, Tarcísio Tôrres Pedreira. Por inúmeras vezes, o deputado foi filmado no interior da clínica, a qual era repleta de cartazes associando a sua imagem aos serviços ali prestados.

Além disso, nas receitas emitidas por ele, constava foto e o nome do político, os prontuários médicos apresentavam a cópia dos títulos de eleitores ou certidões de quitações eleitorais dos pacientes. Os atos foram praticados em larga escala em período anterior e posterior ao início da campanha eleitoral.

Mas o crime perpetrado pelo “lídimo” deputado não se resume apenas à essas práticas pouco ou nada ortodoxas, vão além. Foi apurado também esquema ilícito em que pacientes de Feira de Santana, indicados pelo réu, tivessem acesso aos serviços do SUS, como cirurgias, no município de São Félix, sem passar pelo procedimento legalmente estabelecido da regulação.

Entre muitas outras artimanhas,nada recomendáveis. Fato é que o deputado errou e tem que pagar pelos crimes praticados, chega de impunidade. Se ajoelhou tem que rezar.

Sergio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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