Vereador Tourinho, vai que cola/ Por Sérgio Jones

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Vereador Roberto Tourinho

Realmente, com o passar dos dias, ao que parece os políticos em especial feirenses demonstram em seus pronunciamentos, diante da mídia, a sua incapacidade de se reinventar. Mantendo sempre a mesma retórica e os mesmos hábitos com os quais tentam consolidar os seus interesses, passando a imagem distorcida, como se os mesmos fossem do povo.

O Vereador Roberto Tourinho (PSB), encanecido em diversas lides, ao longo de sua vida política, insiste em manter a sua candidatura à prefeito de Feira de Santana, sob o frágil argumento de que existe espaço para todos.

Esquece o lídimo edil que a vaga para o cargo é uma só. Para os mais chegados, ele se diz ser a terceira via, uma alternativa. O que nos leva a crer que encara a política como se fosse uma loteria esportiva, onde a esperança é a última que morre.

Tentando dar um verniz aos seus argumentos, cita como exemplo casos ocorridos no passado, similar ao dele que deu certo. Como todos nós estamos carecas de saber é que os políticos são altamente pragmáticos para se deixar levar por esperanças pouco ou nada realizáveis.

O que ele não diz é que ao manter e insistir em sua candidatura, mesmo com poucas chances de vitória, a sua participação está projetando a sua figura no imaginário popular, o que lhe garantirá um provável retorno, em um futuro próximo, ao legislativo feirense. Se perpetuando dessa forma, nos podres poderes.

Também faz parte de sua estratégia, que havendo segundo turno na eleição local, poderá negociar com a dupla de finalistas o seu apoio, que no final vai para quem oferecer mais.

O que significa dizer que mesmo afastado do poder ainda existe uma carta na manga para garantir a sua participação próximo ao mesmo, durante o intervalo que ficará afastado do legislativo. Nesse período poderá encontrar abrigo sob o guarda-chuva do executivo, caso o seu apoio resulte na eleição vitoriosa de seu candidato.

Como podemos conferir, o poder é para poucos privilegiados enquanto para muitos, é algo distante e inalcançável. Com crise ou sem os políticos permanecem gozando de seus privilégios e prerrogativas, enquanto o povo fica recebendo bolas nas costas.

Uma pequena parcela se beneficiará das migalhas que caem da mesa farta do poder. Embora o poder, em tese, emane do povo, este não foi e nunca será convidado para participar dessa festa.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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