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Economia global pode perder até 7% do PIB devido à fragmentação causada pelo conflito ucraniano

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As perdas na economia global como resultado da fragmentação em dois blocos ante o conflito na Ucrânia são estimadas em até 7% do produto interno bruto (PIB), disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira (11).

“Se a economia global se fragmentasse em dois blocos com base na votação da ONU sobre a resolução da Ucrânia de 2022 e o comércio entre os dois blocos fosse eliminado, as perdas globais seriam estimadas em cerca de 2,5% do PIB.

Mas dependendo da capacidade de ajustamento das economias, as perdas poderão atingir os 7% do PIB”, disse a vice-diretora-executiva do FMI, Gita Gopinath.

Gopinath salientou que as perdas podem ser extremamente pronunciadas nos países de rendimento mais baixo e nos mercados emergentes.

“A fragmentação do investimento estrangeiro direto [IED] em um mundo dividido em dois blocos centrados nos Estados Unidos e na China — com alguns países permanecendo não alinhados — poderia resultar em perdas globais a longo prazo de cerca de 2% do PIB”, disse ela.

Gopinath observou que há “sinais claros” de que o IED global está se segmentando segundo linhas geopolíticas.

“Os projetos de IED anunciados entre blocos diminuíram […] após o início da guerra na Ucrânia, enquanto o IED de países não alinhados aumentou acentuadamente”, acrescentou.

Arábia Saudita cancela viagem ao Reino Unido para receber Putin, diz mídia britânica

O príncipe saudita, Mohammed bin Salman, cancelou planos de visitar Londres no início deste mês dias antes de receber o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin. A notícia foi reportada pelo veículo de mídia britânico Financial Times.

De acordo com fontes governamentais de ambos os países ouvidas pela publicação, Londres e Riad estão conversando há meses sobre uma possível visita do líder da Arábia Saudita, também conhecido pela sigla MBS.

A data de 3 de dezembro parecia ser um consenso entre ambas as nações, mas os planos foram adiados na semana passada. Em seu lugar, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu Putin em Riad na quarta-feira (6), sua primeira visita à região do Oriente Médio desde o início do conflito ucraniano em 2022.

Autoridades governamentais e parlamentares britânicos foram pegas de surpresa pela proximidade do cancelamento da visita ao Reino Unido e a visita de Putin à região do golfo Pérsico, em que também visitou o líder dos Emirados Árabes Unidos, sheik Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

Parlamentares do Partido Conservador comentaram o caso ao Financial Times. Sir Iain Duncan Smith descreveu como “surpeendente”, e o adiamento como um “desprezo” por parte dos sauditas.

Já Robert Courts disse que o acontecimento é “uma preocupação porque sugere um fracasso diplomático do Reino Unido”.

Oficiais sauditas, no entanto, negaram que este fosse o caso e disseram que problemas de agenda vem há muito tempo impedindo os planos da família real saudita de visitar o Reino Unido.

Em outubro, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, esteve na Arábia Saudita e se reuniu com MBS em um encontro que as autoridades do país descreveram como “excelente e produtiva”.

O embaixador da Arábia Saudita, príncipe Khalid bin Bandar, afirmou à publicação inglesa que “qualquer pessoa familiarizada com a relação Reino Unido-Arábia Saudita saberá que a sugestão de um desprezo é um absurdo”.

“O relacionamento está tão forte como sempre foi e continuará assim. Aqueles que desejam interpretar as coisas de forma diferente estão redondamente enganados”, disse.

Sputnik

No entanto na realidade econômica a Rússia está fortalecida e a formatação geopolítica continua se consolidando.

cljornal

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