Mulheres estudam mais no Brasil, mas têm renda menor que homens, diz ONU

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Mulheres estudam mais, mas têm renda 40% menor do que os colegas homens. Foto: ALF RIBEIRO/Estadão Conteúdo

Apesar de estudarem meio ano a mais do que os homens, em média, as mulheres brasileiras ainda têm renda 41,5% menor que eles. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento Humano desagregado por sexo (GDI), divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

De acordo com o relatório do Pnud, a renda média das mulheres brasileiras é de 10.432 (dólares por ano) enquanto a dos homens é de 17.827. Já as mulheres têm 8,1 anos de estudo, enquanto os homens têm 7,6 anos de estudo.

No País, as mulheres também têm melhor desempenho na longevidade, com esperança de vida ao nascer de 79,4 anos ante 72 anos dos homens.

O  GDI do Brasil é de 0,995, sendo o IDH dos homens de 0,761 e o das mulheres de 0,757.

As desigualdades de gênero foram ainda analisadas em três dimensões pelo Pnud: saúde reprodutiva, empoderamento e atividade econômica. A saúde reprodutiva é medida pela mortalidade materna e pelas taxas de natalidade na adolescência; o empoderamento é medido pela parcela de assentos no parlamento ocupados por mulheres e pelo ensino médio e superior completos por cada gênero; e a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho por mulheres e homens.

No Brasil, 15% dos assentos no parlamento são ocupados por mulheres, e 61% das mulheres adultas atingiram pelo menos o nível secundário em educação (ensino médio) em comparação com 57,7% de seus colegas homens. O país com menor IDH do mundo tem mais mulheres com assento no parlamento do que o Brasil: o valor é de 17% no Níger contra os 15% no Brasil.

Para cada 100.000 nascidos vivos, 44 mulheres morrem de causas relacionadas à gravidez; e a taxa de natalidade na adolescência é de 59,1 nascimentos por 1.000 mulheres de 15 a 19 anos. A participação feminina no mercado de trabalho é de 54%, comparada a 74,4% dos homens.

Mariana Londres

OUTRAS NOTÍCIAS