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Quem ouviu a Empiricus no fim de janeiro, deixou de ganhar 50% com Petrobras

Há seis dias, sob o escárnio de alguns “entendidos” em Bolsa, escrevi aqui que não era coisa de um ou dois pregões a alta da Petrobras.

Neste momento, a ação, que começou o ano a R$ 9, marcava pouco mais de R$ 12,56 na Bovespa. Ou 39% a mais. Naquele dia, o crescimento era de 20%.

Considerado o pior valor deste ano, o do dia 30 de janeiro (R$ 8,04), o ganho foi de mais de 50% para quem comprou a esta cotação.

E os espertos compraram, porque só os bobos se entregam ao terrorismo dos urubus do mercado.

Quer ver o que o “sabichão” da Empiricus, cuja onipresente propaganda polui 11 entre cada dez paginas de Internet, dizia no dia seguinte àquele 30 de janeiro?

 

Está no G1: “Para Felipe Miranda, analista da Empiricus Research, a tendência é que o valor das ações da Petrobras caia ainda mais, e que a empresa emita mais ações para cobrir o “rombo”: “o petróleo cai, cria ambiente de estrangulamento financeiro, e isso implica mais queda”, disse.

Para ele, não era uma boa comprar ações da estatal, mas sim de vender, e o quanto antes, melhor.

Os clientes que seguiram seus conselhos devem estar “morrendo de felicidade”, não é?

Ninguém “adivinha” cotação de Bolsa, mas pode, sim, entender tendências de médio prazo.

E a ação da Petrobras está muito desvalorizada e por isso há investidores que não apenas estão mantendo o que compraram barato como aproveitando a pressão de venda dos pequenos, atemorizada com as perdas que sofreram.

Ninguém pode “cravar” a quanto e em que prazo irá a ação, a empresa está sujeita, ainda, a muita turbulência política.

E o cenário mundial do petróleo é recessivo, ainda que poucos acreditem que isso chegue ao final do ano.

Nada seria mais estúpido do que apontar um cenário ufanista para a Petrobras, a não ser pintar um cenário de destruição, como estão fazendo.

A recuperação da Petrobras no mercado de ações será lenta, serão normais as oscilações, mas é certa a recuperação total.

Porque a Petrobras é uma das maiores e mais capazes empresas do mundo do petróleo e está sentada sobre reservas que ficaram imensas, após o pré-sal.

E é essa, e nenhuma outra, a razão pela qual a querem paralisar.

Fonte: Fernando Brito

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