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Servidores públicos federais fazem paralisação nesta quinta e preparam ampla greve para maio

Servidores públicos federais realizam, nesta quinta-feira (28), em todo o país, uma paralisação nacional de 24 horas para pressionar o governo a abrir negociação em torno do reajuste salarial da categoria.

Na pauta, está um  pedido de reajuste 19,99% para recompor as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos três anos anos de governo Jair Bolsonaro.

A data faz parte da Jornada de Lutas que começou na última segunda-feira (25) e vai até o dia 29 de abril. Nos dias 26 e 27, a categoria fez vigília em frente ao Ministério da Economia, em Brasília.

No ato da capital federal, que ocorreu na Esplanada dos Ministérios, cerca de 10 mil pessoas, estavam em concentração às 9h, no Espaço do Servidor (entre os blocos C e D – Esplanada dos Ministérios).

A categoria pressiona o governo de Jair Bolsonaro (PL) a montar uma mesa de negociação, mas a equipe do presidente se recusa a sequer receber os representantes dos servidores para negociar.

Sem debater as reivindicações, o governo anunciou um reajuste de apenas 5%, percentual que não repõe sequer os últimos 12 meses de inflação.

A prévia da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou para 1,73% e registrou a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (2,19%). O IPCA-15 acumula alta de 4,31% no ano (de janeiro a abril) e de 12,03% em 12 meses (de abril do ano passado a abril deste ano).

“O que os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público estão dizendo é que não existe reajuste confirmado e que a gente não concorda com a suposta oferta de 5%, que não está oficializada e não cobre a perda inflacionária do último ano do governo, o que é obrigatório por lei”, aponta Eliene Novaes, diretora da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

Greve

Sem diálogo, a pressão contra o governo pode se ampliar e gerar um ampla greve em diversos setores do serviço público federal no país.

Já o caso dos trabalhadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que estão parados desde o dia 23 de março.

Servidores do Banco Central (BC) chegaram a fazer uma greve de cerca de duas semanas, o que afetou o funcionamento até do PIX, mas acabaram suspendendo o movimento com a promessa de diálogo por parte do presidente da instituição.

Os trabalhadores do BC deram prazo até o início de maio para a abertura de negociações concretas.

Enquanto isso, o funcionalismo da educação básica federal, associados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), aprovou paralisação a partir do dia 16 de maio. No dia 23 de maio, servidores das universidades públicas federais também podem cruzar os braços.

As categorias representadas pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) exigem do governo uma proposta oficial, detalhada, que atenda igualmente ativos e aposentados.

Segundo Eliene Novaes, da ADUnB, “a estratégia das é manter a pressão, com deflagração de greve nacional em maio envolvendo diversas categorias de servidores federais”.

Pedro Rafael Vilela

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