Após briga, Leco admite financiamento a organizadas e medo de jogadores

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Leco admite financiamento de torcidas

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, admitiu em entrevista concedida nesta quarta-feira ao jornal Folha de S. Paulo que o clube financia os desfiles de Carnaval das torcidas organizadas e entrega cerca de 1.500 ingressos para as agremiações irem aos jogos.

Conhecido no meio futebolístico como Leco, ele afirmou que os jogadores da equipe agradam aos torcedores por se sentirem intimidados. As declarações do mandatário ocorrem três dias após uma briga no estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes, ter causado um prejuízo de até R$ 50 mil reais para a Prefeitura local.

Durante a goleada por 4 a 0 contra o Rondonópolis, pela Copa São Paulo de Juniores, torcedores de organizadas do São Paulo se irritaram com a lotação máxima alcançada pelo estádio e entraram em conflito contra as forças policiais que faziam a segurança do jogo.

Paus e lixeiras foram arremessados, enquanto as autoridades utilizaram spray de pimenta, bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha para afastar os organizados.

“[A relação com as organizadas] é dificílima, mas não chega a ser chantagem. Não nos submetemos a nada. Mas tem de fazer algumas concessões.

Não tem como cortar”, disse. “Isso é pequeno dentro de todo esse universo. Eles prestigiam, eles ajudam. O jogador faz gol e faz o sinal da Independente. Não faz para ser agradável, faz porque tem medo de tomar dura”.

A assessoria de imprensa do clube informou que o São Paulo oferece R$ 150 mil reais divididos pelas organizadas para organizar o Carnaval e 1.500 ingressos para cada jogo no Morumbi – o número cai para 500 nas partidas fora de casa. Segundo Leco, “o que a gente dá é muito pequeno no contexto, porque eles podem fazer muito estrago”.

O presidente diz ainda que é respeitado pelas organizadas por permitir o diálogo com a diretoria. Ele recordou um episódio em que as agremiações queriam “matar um jogador que eles diziam que era gay, o Richarlyson”, mas abdicaram das ameaças após conversarem com Leco – à época vice de futebol.

Para o presidente, a ajuda oferecida aos torcedores não traz ao São Paulo nenhuma responsabilidade pelos atos de vandalismo protagonizados pelas organizadas. “Cúmplices? Não, claro que não.

Por ajudar a entrar no estádio? Não. Não aceitamos [violência], reprovamos verdadeiramente, repudiamos e estamos à disposição das autoridades para participar de todo esse processo”, disse.

Antes da apresentação do ídolo Diego Lugano, na segunda-feira, Leco pediu para fazer um pronunciamento sobre a briga entre torcedores e policiais no jogo da Copinha.

O presidente reclamou do estádio escolhido para o duelo e manifestou o repúdio do São Paulo aos atos de violência. Ele, no entanto, não fez críticas ao comportamento das torcidas organizadas. “As brigas fazem parte de um fenômeno da modernidade, do stress e das tensões sociais.

Nessa célula especifica, acabaram resultando em problemas de violência. Mas eu creio que a própria torcida não aprova o que aquela minoria fez”, afirmou, na ocasião.

Gazeta Esportiva

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