Bobsled do Brasil não desiste do top 20 para fechar os Jogos

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Presença prestigiada

Faltam poucas horas para a estreia do bobsled brasileiro na Olimpíada de Inverno de PyeongChang. Ainda no apartamento da Vila Olímpica, Edson Bindilatti e Edson Martins se arrumam para a inédita disputa do 2-man.

Rafael Souza, Odirlei Pessoni e Erick Viana também se preparam para seguir com os companheiros para o Olympic Sliding Centre. O player do celular toca “Meu Ébano” na voz de Alcione. O que embala a equipe nos momentos que antecedem a competição é o samba.

Na noite deste sábado, às 21h30 no horário de Brasília, o quarteto do 4-man vai precisar rebolar se quiser alcançar a meta de terminar a Olimpíada de PyeongChang entre os 20 melhores trenós. Ao fim das duas primeiras descidas na sexta, a equipe não foi bem e terminou na 25ª colocação entre 29 times.

Agora, na terceira e decisiva bateria, eles precisam baixar pelo menos 0s59 para sonharem com a inédita vaga na quarta bateria, que vale medalha.

– Naquele momento estávamos escutando Alcione, a Marrom, num show do Xandy de Pilares, que sou muito fã.

É aquele sambinha gostoso, aquele pagodinho que a gente não deixa passar. Gosto de ouvir bastante.

O samba nos motiva. Gostamos de tudo, mas o samba é o carro-chefe. Fundo de Quintal, Xandy de Pilares, Péricles, Revelação, Reinaldo… Gosto do sambinho mais antigo, do Partido Alto – contou o piloto Edson Bindilatti, logo após o 27º lugar do trenó brasileiro no 2-man.

E o quinteto brasileiro já elegeu a música que vai embalar a reta final do 4-man. “Tá escrito”, do Grupo Revelação, diz assim: “Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora. Basta acreditar que um novo dia vai raiar, sua hora vai chegar”.
É nesse espírito que os brasileiros vão tentar fazer a melhor campanha da história. Ou seja, o objetivo é ficar entre os 20 primeiros do mundo, entre 29 trenós. Nos Jogos de Turim, em 2006, o 4-man do Brasil alcançou a 25º posição – melhor até hoje.

Em Salt Lake City 2002 foi 27º, e em Sochi 2014, 26º. Apesar de ser difícil, Odirlei Pessoni não perde a esperança.
– É difícil, mas tudo é possível. Temos condição de fazer um tempo melhor.

É focar mais para tentar encaixar uma boa descida. Está muito perto, uma descida fantástica podemos ir para 17º, 18º lugar. Não é tanta diferença – finalizou.

Caio Costa e Raphael Andriolo

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