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ESTUDO REALIZADO COMPROVA QUE A COPA DAS CONFEDERAÇÕES JÁ PAGOU ESTÁDIOS

O dinheiro injetado na economia brasileira por conta da Copa das Confederações, que durou duas semanas em 2013, em seis capitais, ultrapassou o valor que deverá ser gasto com a construção dos 12 estádios da Copa do Mundo.

É o que revela um estudo que acaba de ser concluído pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que aponta que foram adicionados R$ 9,7 bilhões no País até a véspera do evento.

Segundo a última estimativa oficial da Fifa, divulgada em janeiro, o custo dos estádios deverá ser de R$ 8,9 bilhões.

Encomendado pelo ministério do Turismo, o levantamento mostra que o gasto de turistas nacionais durante a Copa das Confederações chegou a R$ 346 milhões, enquanto os estrangeiros desembolsaram R$ 102 milhões no País.

O evento gerou ainda 303 mil vagas de trabalho, 40% nas cidades-sede e 60% em outros locais.

Os números finais são ainda mais positivos: considerado o efeito multiplicador do evento, ou seja, a partir do impacto na economia para cada real investido, o total movimentado foi de R$ 20,7 bilhões.

Com base no retorno financeiro que a Copa das Confederações deu ao Brasil, a estimativa, de acordo com o estudo da Fipe, é de que o investimento no País com a Copa do Mundo seja pelo menos três vezes maior: R$ 30 bilhões, ou 0,5% do PIB, revela reportagem do jornal Valor Econômico nesta segunda-feira 7.

Há expectativa também de que o País atraia um turista que gaste mais: R$ 5,5 mil, em média – enquanto em 2013 esse valor foi de R$ 4,1 mil.

A previsão é que 600 mil estrangeiros passem por aqui durante o Mundial.

Para o ministro do Turismo, Vinicius Lages, “os números [da pesquisa da Fipe] demonstram que investir em turismo e em grandes eventos vale a pena. O turismo se beneficia do investimento em infraestrutura e alavanca outros setores”.

Em entrevista ao Valor, ele afirma que, com a Copa das Confederações, “tivemos um impacto na economia como um todo. Até 137 cidades que não tinham relação direta com o evento foram visitadas”.

Lages também ressalta que foi visto, com o evento de 2013, que o sucesso se repetirá em 2014, na Copa do Mundo.

“Isso não significa que todos os aeroportos, por exemplo, estarão concluídos até os jogos. Seria muito precipitado não considerar algumas ocorrências. Mas acredito que não teremos problemas na Copa”, pondera.

Segundo ele, as arenas não serão elefantes brancos se forem bem utilizadas. “Mesmo que se diga que há estádios que possam ter uma baixa utilização, eles darão resultado se tiverem uma estratégia bem montada.

Vai depender muito disso. Temos que dinamiza-los, são equipamentos multiuso e que terão de ser rentabilizados.

Todos têm custo e manutenção elevados. Tudo vai depender dos modelos de negócio e das iniciativas. Em qualquer lugar do mundo é assim”, pontuou.

A Copa do Mundo deve gerar 47,9 mil vagas de trabalho no setor de turismo nos 12 estados-sede da competição, entre os meses de abril e junho deste ano.   

Fonte: Victor Abdala/Agência Brasil/Redação

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