Nico Rosberg vence GP do Brasil e fica com vice-campeonato da Fórmula 1

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NICO ROSBERG

O alemão da Mercedes ganhou neste domingo o GP Brasil. Foi a 13ª vitória na carreira, a quinta na temporada, a segunda consecutiva.

Hamilton cruzou em segundo, com Vettel em terceiro.

Com o resultado, ele assegura o segundo lugar no Mundial, repetindo a marca do ano passado.

Uma conquista não lá muito vibrante, um feito à altura do que foi a prova.

Sem chuva, sem disputas na ponta, com as Mercedes sobrando e Hamilton claramente segurando o ritmo, Interlagos não honrou sua tradição de boas corridas. Agito mesmo, só nos boxes.

Antes da largada, 1 minuto de silêncio em homenagem aos mortos nos atentados em Paris e às vítimas de acidente de trânsito mundo afora.

O público foi extremamente respeitoso, registre-se.

No grid, apenas 19 carros. Sainz teve problemas de motor e largou do pit lane. Hamilton foi outro que se preocupou na saída dos boxes: a Mercedes identificou um problema na caixa de câmbio.

Luzes apagadas.

Rosberg largou bem. Hamilton colocou por fora, perdeu a chance de tentar o bote no S, mas segurou a segunda posição. Vettel contornou a curva em terceiro.

A corrida de Sainz não durou nada: mal entrou na pista, ele rodou e abandonou.

O top 10 ao fim da primeira volta, Rosberg, Hamilton, Vettel, Raikkonen, Bottas, Kvyat, Hulkenberg, Massa, Pérez e Verstappen.

Para surpresa de todos, Ricciardo inaugurou os boxes já na quarta volta. Trocou os pneus macios pelos médios.

Na quinta volta, Rosberg tinha 1s1 sobre Hamilton, que tinha 2s2 sobre Vettel. Massa não conseguia colar em Hulkenberg, e Nasr travava um bom duelo com Grosjean.

Hulkenberg entrou nos boxes na décima volta. Massa, Kvyat, Pérez e Grosjean, na seguinte. Bottas e Verstappen entraram na 12ª. Raikkonen, Button e Ericsson, na 13ª.

Na 14ª, Rosberg, Vettel e Alonso. E a Mercedes trabalhou mal: 4s4 para trocar os pneus do alemão.

Hamilton entrou na 15ª e foi atendido em 3s6. Mesmo assim, retornou à pista atrás do companheiro. Nasr e Rossi pararam na mesma volta.

Com a diferença para Rosberg caindo para 0s6, Hamilton tratou de acelerar. O alemão inicialmente reagiu, mas não conseguiu segurar o ritmo. Na 18ª volta, só 0s5 separava os dois carros prateados.

Pressionado, Rosberg errou no S, permitiu aproximação ainda maior do companheiro, mas segurou a ponta.

Na 24ª, Nasr passou Button numa bela manobra no S. Pena que valeu só o 14º lugar.

Maldonado foi o último a fazer seu pit, na 26ª volta.

Rosberg então liderava com 1s6 para Hamilton, que tinha 6s3 para Vettel. Completando o top 10, Raikkonen, Bottas, Hulkenberg, Kvyat, Massa, Pérez e Verstappen.

Na 28ª, Ricciardo abriu a segunda janela de pits.

Na 32ª, Verstappen protagonizou o melhor lance da corrida. O garoto passou Pérez por fora no S. Aleluia!

Na mesma volta, Vettel e Button pararam. Na seguinte, Rosberg, Alonso e Ericsson fizeram seus pits. Hamilton, Verstappen e Pérez entraram na 34ª.

Invicto no fim de semana até então, Maldonado acertou a roda traseira esquerda de Ericsson. Foi para investigação.

Massa parou na 39ª, no exato instante em que a sala de imprensa era informada de que ele estava sob investigação. Medições feitas no grid constataram que seu pneu traseiro direito estava 27°C mais quente e com 0,1 psi mais pressão que o permitido.

Um representante da Williams terá de dar explicações aos comissários às 16h15.

Raikkonen foi o último a parar, na 46ª volta.

Atualizando o top 10: Rosberg, Hamilton, Vettel, Raikkonen, Bottas, Hulkenberg, Kvyat, Massa, Grosjean e Verstappen.

Foi quando o engenheiro de Vettel o chamou para uma terceira parada. Rosberg fez o mesmo na sequência. Depois entrou Hamilton.

E assim foi, todos indo aos boxes, trocando pneus, retornando à pista.

Pouca emoção. Tudo igual, nada mudou lá na frente.

Rosberg cruzou a linha de chegada com 7s7 sobre Hamilton. Vettel passou 14s2 depois. Além deles, só Raikkonen, em quarto, fechou o GP na mesma volta.

Bottas foi o quinto, seguido por Hulkenberg e Kvyat. Massa foi o oitavo. Completando o top 10, Grosjean e Verstappen.

Nasr ficou em 14º.

A comemoração de Rosberg foi contida, pouco empolgada.

Bi-vice, afinal, não é o objetivo de ninguém que acorda todos os dias pensando em ser o primeiro.

Fábio Seixas

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