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Tite se recusa a responder se seleção brasileira joga a Copa América e bolsonaristas pedem sua demissão

TITE

O técnico Tite se manifestou a respeito da mudança de sede da Copa América para o Brasil, medida que surpreendeu a comunidade do futebol sul-americano.

O treinador da seleção revelou que os jogadores pediram uma reunião com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, para debater sobre a participação no torneio e prometeu externar a posição pessoal sobre o tema após a rodada dupla das Eliminatórias da Copa do Qatar, que começa amanhã, contra o Equador, em Porto Alegre.

“Nós temos uma opinião muito clara e nós fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho [Paulista, coordenador da seleção] externando a nossa opinião. Na sequência pedimos aos atletas para trabalharem e ficarem focados na nossa preparação para o jogo contra o Equador. Nos atenderam nessa solicitação. Na sequência solicitaram uma conversa com o presidente [Rogério Caboclo] direta e lealmente falando a ele as suas opiniões, porque está muito clara, muito limpa, muito clean, e foi externada em conversa pessoal com o presidente e comissão técnica.

A partir daí temos a posição dos atletas. E para o torcedor fica nosso respeito: gostaríamos no momento oportuno de externar isso a ele. Não vamos externar agora pela prioridade de jogar bem e ganhar o jogo de amanhã. No término dessa data Fifa as situações vão ficar claras. Tu tem o meu compromisso”, afirmou Tite em entrevista coletiva.

Os bolsonaristas se manifestaram nas redes sociais pedindo que Tite fosse demitido e os jogadores que não quiserem participar da Copa América sejam contados definitivamente e nunca mais possam ser convocados.

No começo da entrevista coletiva na noite de quinta, Tite confirmou que a ausência do capitão Casemiro na bancada se dava inclusive em razão do mal-estar dentro do elenco a respeito do tema, ou seja, Copa América.

O treinador ainda declarou que a polêmica atrapalhou a preparação para o compromisso pelas Eliminatórias.

“Tem efeito (negativo), sim. Mas compete a nós filtrar toda essa situação e fazer um jogo competitivo”, disse o treinador.

 Depois, Tite pediu para não ser mais questionado sobre o assunto:

“Nos dois jogos de Eliminatórias temos prioridade. É muito importante falar de Copa América, mas exclusividade é uma só e precisamos jogar amanhã. Nós temos a nossa posição firme e clara já determinada, mas no momento oportuno ela será externada.

Deixa o técnico ser cobrado da melhor escalação. Não estou me eximindo, mas é uma solicitação de que as coisas sejam cobradas conforme os dias forem passando.”

Em movimento da Conmebol em acordo com o governo federal, chancelado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Brasil foi anunciado ao longo da semana como o novo anfitrião da Copa América, em razão de problemas sanitários e políticos envolvendo as sedes originais do torneio, Argentina e Colômbia.

A mudança de sede da Copa América gerou uma série de críticas, seja dentro da comunidade do futebol sul-americano como de personalidades públicas brasileiras.

Nos últimos dias, a Conmebol anunciou que Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro serão as novas sedes do torneio, que começa em 13 de junho.

Após um intervalo de sete meses, em período estendido em razão da pandemia do coronavírus, a seleção volta a entrar em campo pelas Eliminatórias amanhã, no Beira-Rio, em Porto Alegre, diante do Equador. Na terça o Brasil vai a Assunção encarar o Paraguai.

Com quatro partidas já disputadas, a equipe de Tite lidera a classificação das Eliminatórias, com 12 pontos e 100% de aproveitamento. Duas rodadas foram adiadas e seguem sem datas confirmadas, por causa do calendário comprometido pelos desdobramentos da crise do coronavírus.

Gabriel Carneiro

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