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A Bahia completa nove anos consecutivos em segundo lugar no país em investimentos

Um executivo competente

O Estado da Bahia alcançou a marca de nove anos consecutivos em segundo lugar no ranking nacional de investimentos públicos, ficando atrás apenas de São Paulo ao longo de todo este período.

O levantamento baseia-se nos dados divulgados pelos fiscos estaduais de todo o país e, recentemente, reunidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).

O segundo lugar em investimentos foi mantido inclusive em 2023, primeiro ano da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.

“Investimentos se traduzem em estradas, escolas, unidades de saúde, equipamentos de segurança de infraestrutura e também em mais e melhores serviços para os baianos”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

“Neste contexto, é muito relevante constatarmos que desde 2015 o governo baiano tem sido superado apenas pelo mais rico estado brasileiro em volume de recursos investidos”, enfatiza.

O secretário da Fazenda acrescenta que investimentos também significam mais empregos e renda para a população baiana, e se convertem, ainda, em mais atratividade para a instalação de empresas privadas na Bahia.

É o caso do complexo industrial que está sendo implantado em Camaçari pela gigante chinesa BYD, maior fabricante mundial de carros elétricos.

Vitório lembra que, em termos proporcionais, o investimento baiano tem sido na prática maior que o paulista. Isto porque o orçamento de São Paulo é cinco vezes maior que o da Bahia, enquanto a proporção entre os totais investidos pelos dois estados é bem menor: o governo paulista somou R$ 88,3 bilhões ao longo destes nove anos em valores liquidados, o que representa 2,5 vezes o total alcançado pelo governo baiano, que somou R$ 35,4 bilhões no mesmo período.

Recursos próprios

Outro dado expressivo levantado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) aponta que os recursos próprios do Tesouro Estadual corresponderam à maior parte dos R$ 8,38 bilhões desembolsados pelo Estado da Bahia para investimentos públicos em 2023, em valores empenhados.

Deste total, apenas R$ 764,2 milhões vieram de operações de crédito internas e externas contratadas pelo governo baiano, enquanto mais de 90% dos recursos foram assegurados pelo caixa do Estado.

O secretário Manoel Vitório enfatiza, como fator determinante para este desempenho, a manutenção do equilíbrio das contas públicas no primeiro ano da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.

Ele lembra ainda que 2023 foi o ano em que a Bahia conquistou a Capag A, nota máxima para a gestão das contas estaduais, conferida pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o secretário, em contraste com o expressivo valor investido na ampliação da infraestrutura e da prestação de serviços aos cidadãos, o endividamento do Estado da Bahia segue entre os menores do país: a dívida consolidada líquida encerrou o último exercício equivalendo a 36% da receita corrente líquida, percentual muito abaixo do registrado pelos maiores estados do país

Com  informações da Sefaz

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