Ano eleitoral, quando os milagres acontecem/ Por Sérgio Jones*

Dragagem da Lagoa não tem previsão

Estive no domingo (2), pela manhã, fazendo uma visita ao denominado Parque da Lagoa Grande de Feira de Santana, que tem sido palco de questiúnculas entre o governo do Estado e do município. Uma novela que se arrasta ao longo de sete anos.

Em todo esse tempo as opiniões e explicações dadas pelos defensores do governo estadual têm sido as mais variadas e pouco convincentes, o que permite que governo feirense se aproveite da situação para fazer proselitismo e uma sistemática oposição.

O porta voz e ventríloquo do governo estadual, no município, o deputado federal José Neto (PT), virtual e eterno candidato a prefeito, reconhece que a obra está atrasada e atribui a culpa aos estudos que estavam sendo realizados, e o aguardo das autorizações necessárias, tanto da Embasa como do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O curioso é que a conclusão de um trabalho que se arrasta por quase uma década, ocorra justamente em ano eleitoral. Pelo visto, os políticos indistintamente, devem ter um calendário especial que permita que fatos como esses, deixem de ser uma ‘feliz coincidência’, e se torne regra.

O deputado garante que os trabalhos no local já se encontram em fase final. Mas o que eu pude constatar é que a Lagoa Grande se encontra pouco arborizada, o sistema de iluminação é precário. Para que se possa oferecer um mínimo de segurança para os seus frequentadores, mesmo já contando com a existência de um posto policial, se faz necessário que sejam instaladas câmaras e distribuídas no entorno da lagoa. O que facilitará o trabalho de quem realiza a segurança local.

Outro aspecto observado é que os vários acessos que permitem o deslocamento das pessoas à Lagoa Grande, se encontram em péssimo estado de conservação. As obras no parque ainda não foram totalmente concluídas.

A existência de uma cerca de proteção colocada no seu entorno, não tem sido o suficiente para conter os acessos de bodes e cabras, ovelhas e outros tipos de caprinos que ultrapassam a mesma, sendo conduzidos e colocados pelos seus respectivos donos para pastarem às margens da lagoa que pretende ser o cartão postal da cidade de Feira de Santana.

Tudo isso ocorre devido a inexistência de fiscalização que deverá ser de responsabilidade do município, logo que se realize o rito de entrega formal do governo do Estado, para o município.

Caso o governo municipal não assuma o seu papel, pode em um futuro muito próximo, aquela área vir a se tornar um espaço degradável, a exemplo de muitos outros existentes no município.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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