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Governadora em exercício se reúne com mulheres de movimentos sociais da Bahia

Governadora interina se reúne movimentos sociais femininos da Bahia

Mulheres de movimentos sociais, da justiça baiana e secretárias de Estado estiveram com a governadora em exercício, Cynthia Resende, na sexta-feira (17), no Centro Administrativo, em Salvador, para um diálogo sobre políticas públicas para as mulheres. Foram apresentados projetos estaduais que já beneficiam mulheres indígenas e racializadas, em situação de violência e trabalhos de conscientização realizados nas áreas da educação e nos festejos populares da Bahia.

Para a governadora interina Cynthia Resende, que também é presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), foi um momento de aproximar, também, a justiça baiana dos movimentos sociais e da sociedade civil.

“Nós conseguimos reunir, hoje, secretárias de Estado, desembargadoras do Tribunal de Justiça, juízas das varas de violência doméstica daqui, de Salvador. E vamos seguir nesse trabalho, com uma pauta de reuniões para discutirmos projetos conjuntos, em diálogo com o Poder Executivo e o Poder Legislativo”, disse a gestora em exercício.

Entre as políticas estaduais, Elisângela Araújo, secretária de Políticas para as Mulheres, destacou projetos como as Unidades Móveis de Atendimento à Mulher, parceria com a Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb); o ‘Oxe, me Respeite nas Escolas’; e o edital ‘Elas à Frente’, voltado às empreendedoras indígenas.

O último edital, de 2023, contemplou 14 entidades lideradas por mulheres indígenas.

Rita Sacramento, coordenadora da Central Única das Favelas (Cufa), avaliou o espaço da escuta aos movimentos sociais como um momento de aprimoramento do trabalho realizado pelo Estado. Ela citou as políticas voltadas ao empreendedorismo como um ponto de conexão das mulheres de periferia com as ações governamentais.

“Esse encontro representa muito. É, sobretudo, um espaço de acolhimento para os movimentos sociais. Para as mulheres moradoras de favela é uma semente para trazer mais geração de renda, porque acho que essa é a expectativa que o movimento social traz: garantias das políticas públicas para, de fato, chegar a quem precisa”, reforçou.

A reunião fez parte da série de encontros que o poder executivo tem feito com lideranças e movimentos sociais para escutar as principais necessidades de populações rurais, indígenas, quilombolas e de outros grupos minoritários para ampliar as políticas estaduais que atendem a eles.

Participaram também as secretárias de Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis; da Educação, Rowenna Brito; e de Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães.

Milena Fahel

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