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SETRE VAI QUALIFICAR JOVENS DO PROJETO ARDECENTE DE MATRIZ AFRICANA

A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) qualificará 100 jovens de comunidades próximas a cinco terreiros de candomblé de Salvador para produção, consumo e comercialização de elementos religiosos como roupas, adereços, ferramentas de orixás e instrumentos sagrados.

Eles vão desenvolver o senso de solidariedade e sustentabilidade de produtos, participando do projeto Ardecente, lançado no inicio da noite de sexta-feira (27), na Casa do Benim, no Centro Histórico de Salvador (Pelourinho) e que terá a duração de 22 meses e investimento de R$ 295 mil.

O projeto Ardecente busca a integração entre terreiros de candomblé e as comunidades em seu entorno.

É um dos 54 classificados pelo Edital 001/2014 de Apoio a Empreendimentos de Matriz Africana, que tem o propósito de apoiar entidades da sociedade civil sem fins lucrativos no campo da formação e do desenvolvimento de empreendimentos e redes de economia solidária neste segmento.

Para o chefe de gabinete da Setre Jorge Wilton, que representou o secretário Álvaro Gomes na cerimônia, o projeto é muito importante porque aborda várias dimensões sociais.

“Incentiva a resistência da cultura negra, que ao longo do tempo recusa ser subjugada pela cultura dominante, e tem um pacto social com a juventude, na medida em que vai envolver 100 jovens da periferia de Salvador”.

Em nome dos beneficiados falaram os jovens Júlia Góes e Breno Deivid, agradecendo pela ação governamental.

O representante da Setre destacou a natureza de cooperação e solidariedade do projeto entre as comunidades pertencentes ou ligadas à matriz africana e o fato dele gerar mais emprego e renda para a população.

A ekédi Jacilene Nascimento comemorou o lançamento do projeto porque sempre sonhou em ações que pudessem “agregar empoderamento à juventude de matriz africana. Vamos mostrar que, quando se dá respeito ao povo de santo, nós costumamos mostrar bons resultados”.

Integração

As cinco unidades produtivas do projeto são Ilê Axé Odé Omin (produção de ferramentas), no bairro de São Tomé; Onzó Kanzuá Monoleci Umgunzo de Umzambe (adereços), em São Cristovão; Terreiro Le Axé Iba Lugam (roupas), em Paripe; Terreiro Ilê Axé Dandalunda Oya (instrumentos), no Engenho Velho da Federação; Centro de Caboclo Eru Adeia de Jequiriça (adereços), em Pau da Lima.

A rede de economia solidária neste segmento é composta por 100 terreiros. No projeto foram indicados e contemplados cinco, que compõe o coletivo, na perspectiva de oportunizar vivência e conhecimento da cultura afro ancestral, desmitificar a imagem pejorativa da religiosidade afro, e também como oferecer geração de trabalho e renda por meio dos princípios e valores da economia solidária.

A expectativa dos contemplados é que os empreendimentos sejam referência de produção, consumo e comercialização de elementos religiosos como roupas de candomblé, confecção de adereços, ferramentas de orixás e instrumentos sagrados.

Fonte: Secom Estado/Redação

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