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WAGNER NEGA PROPINA E REBATE DELATOR: ‘VIROU ESCULHAMBAÇÃO’

Ex-governador Jaques Wagner

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner desmente o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Filho, que em depoimento no âmbito da Operação Lava Jato o acusou de ter recebido propina da construtora em sua campanha de reeleição em 2010.

Identificado com o codinome ‘Polo’, Wagner desmente o delator, e contesta o vazamento dos depoimentos.

“As pessoas vão falar o que sabem e o que não sabem. Isso tinha que ser guardado, investigado e vir para a imprensa quando já tivesse investigado. Não pode é fazer essa farra. Vazaram os documentos oficiais, virou esculhambação. Vai jogando na cabeça da população, e está todo mundo no oba oba. O senso comum é que todo politico é ladrão. Não tenho conta fora, vivo do meu salário, não tenho empresa de consultoria. No interior a pessoas sacam quando a pessoa está desfilando. O que é que as pessoas querem, que não tenha mais politica? Que volte a ditadura militar? Esse é o pior dos mundos”, disse o Wagner em entrevista à rádio Metrópole.

Coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, Jaques Wagner (PT) voltou a defender uma “ampla reforma política”, e disse que “todo mundo recebe doação de empresário”, mas ponderou que é necessário a Justiça distinguir o que é doação legal de propina.

“Eu fiz minhas campanhas forçando a mão para que tudo fosse oficial. Todo mundo faz campanha e recebe dinheiro de empresário. O que cabe ao Ministério Público é dizer: ‘o dinheiro de fulano é fruto de trambique’. Eu quando era deputado pelo PT, quem mandava era o PFL (atualmente Democratas). O cara dizia: ‘Eu quero te ajudar, mas não quero aparecer’. Aqui, o cara pagava uma conta. Qual meu interesse de receber por fora?. Sou a favor do financiamento público, sou contra o privado. Evidente que tem dinheiro de corrupção direta, se isso ficar comprovado, tudo bem”, disse o ex-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff.

Wagner voltou a dizer que não está preocupado com a citação de seu nome pelo delator da Odebrecht.

“Estou à vontade no que eles me acusam, porque todos foram lucros para a Bahia. Eu citei o caso da BASF, gerou milhares de empregos para a Bahia. O MP e a PF têm que dizer.

Você não sabe a origem que a empresa ganhou esse dinheiro.

Senão, você nivela todo mundo por baixo. Temos que fazer uma reforma política, vai melhorar. Quando tivermos, 6, 7 partidos, vai melhorar. Na hora que tiver financiamento público, aí as coisas ficarão mais transparentes. O único benefício é fazer a reforma politica. O presidente que entrou aí já tem 52% de rejeição”.

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