A lagoa do Subaé existe. Alguma dúvida?

Foto aérea Lagoa Subaé

De autoria de Erivaldo Vieira Adôrno, Maria Alexandra Santivañez Cruz, Taise Bonfim de Jesus e Dária Cardoso Nascimento, estudo de avaliação do impacto do uso e ocupação da terra na qualidade da água das nascentes e lagoas da bacia do rio Subaé com subsídio de técnicas de Sensoriamento Remoto. Anais XV foi apresentado em Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto – SBSR, Curitiba, PR, Brasil, no período de 30 de abril a 05 de maio de 2011.

Esse foi um estudo científico intitulado ‘Avaliação do impacto do uso e ocupação da terra na qualidade da água das nascentes e lagoas da bacia do rio Subaé com subsídio de técnicas de Sensoriamento Remoto’, revelando que a nascente do Rio Subaé ocorre em Feira de Santana, e que a lagoa do Subaé, não é uma, mas são três lagoas que formam o sistema hídrico da nascente do Rio Subaé.

Atualmente não existe uma lagoa, eles vêm sendo aterradas a muitos anos.

O trabalho científico dos pesquisadores está explicitado que, em de Feira de Santana se tem declarado o rio Subaé como APA (Área de preservação Ambiental) com a legislação ambiental municipal nº 1.612/92 e é enquadrado como rio de classe 2 pela Resolução 357/05 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). (ADÔRNO, Et. Al, 2011, p. 6387)

— A cidade de Feira de Santana com o seu crescimento urbano, comprovadamente sem planejamento, o que acarretou no aterramento de lagoas temporárias urbanas geradas pelas ocupações espontâneas nas áreas de interesse ambiental, como as nascentes e lagoas do rio Subaé.

Esse fato também está relatado nos estudos de ADÔRNO, Et. Al, 2011, p. 6388)

As ferramentas do Sensoriamento Remoto que estudam os alvos sem ter contato físico com os mesmos (INPE, 2001) possibilita a análise da ocupação urbana em áreas de interesse ambiental, esta técnica foi utilizada para gerar os mapas de uso e ocupação da terra além da espacialização e do georeferenciamento de todos os pontos de coleta de amostras de água para estudo físico. Que consta no mesmo documento acima mencionado.

— As visitas técnicas a campo permitiram a interpretação visual da imagem das margens das três lagoas identificadas como nascentes da bacia do Subaé, a lagoa Salgada, a lagoa Subaé do lado norte da BR-324 e lagoa Subaé do lado sul da BR – 324, assim como o ponto referenciado pela base cartográfica como nascente localizada no Bairro Brasília, na rua Pedro Suzart.

Também o georeferenciamento dos sete pontos de coleta da água para a determinação da sua qualidade e posterior relacionamento com o uso e ocupação da terra. Tudo encontra-se registado, ver ADÔRNO, Et. Al, 2011, p. 6389 e 6390)

A conclusão dos estudos afirma que: O ponto da nascente da Bacia do rio Subaé, que apresentou padrões físicos químicos e biológicos de qualidade de água acima dos limites estabelecidos pela resolução CONAMA 357/2005, está alocado em uma área exclusivamente urbana, o que pode determinar o tipo de rejeito que está contribuindo com as alterações no padrão de qualidade da água. (ADÔRNO, Et. Al, 2011, p. 6393 e 6394)

Depois da publicação dessas informações sobre os estudos científicos de Erivaldo Vieira Adôrno, Maria Alexandra Santivañez Cruz, Taise Bonfim de Jesus e Dária Cardoso Nascimento, o que a secretaria de Meio Ambiente tem a dizer? Mais uma vez o vereador disse a verdade sobre o secretário da pasta.

Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto – SBSR, Curitiba, 30 de abril a 05 de maio de 2011.

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