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A liberdade de imprensa e expressão incomoda ditadores, incompetentes e políticos ladrões/por Carlos Lima

Carlos Lima

Na imprensa a liberdade de expressão existe para os empresários da área conforme seus interesses econômicos e raramente políticos, os quais sempre se adequam conforme a força dos ventos movem as nuvens do poder.

Para o jornalista, radialista ou blogueiro a sobrevivência no meio vai depender de quanto sua independência pode resistir ao capital. Se for contratado, ela vai refletir os interesses do contratante, ou não existirá trabalho.

O repórter investigativo passa pela mesma situação. Os resultados práticos tem os mesmos princípios. Só serão denunciados conforme vantagens políticas e econômicas que possam ser auferidas pelos proprietários dos órgãos de comunicação.

Lógico que em todas as situações as exceções devem ocorrer. (São mínimas, mas podem existir)

Com a chegada do ilegítimo governo de Michel Temer, até os professores universitários passaram a sofrer denúncias por causa de sua posição ideológica em relação ao golpe desfechado contra a presidenta Dilma Rousseff.

Com a entronização do governo ilegítimo de Michel Temer os professores, de nível superior, passaram a ser objeto de denúncias, em razão de uma provável postura ideológica crítica, especialmente em relação ao golpe branco desfechado, via impeachment, contra a Presidente Dilma Rousseff.

O tom se tornou mais crescente contra a liberdade de expressão, quando idealizadores do curso sobre o golpe, elaborado em abril de 2018 por professores da Universidade de Brasília.

O Ministro da Educação, Mendonça Filho, iniciou caça às bruxas, moveu processo, solicitando que CGU, TCU e MPF, apuração de atos de improbidade Administrativa dos responsáveis pela criação do curso e uso de instituição pública para fins políticos.

Estava iniciada de forma ostensiva o combate contra a autonomia universitária e livre expressão, que se transformaria em ações prioritárias da extrema direita do governo genocida do bolsonarismo.

Para a vergonha dos baianos, no mês de maio de 2018, um vereador soteropolitano aciona o Ministério Público Federal, denunciando que a UFBA estava sendo utilizada para fins políticos e partidários.

Quase dois anos depois o prefeito e alguns vereadores de Feira de Santana, exigiram de um empresário da área de comunicação que demitisse um jornalista e radialista, além de suspender contrato de terceirização de horário na Emissora, de um programa apresentado por ele, um professor universitário/radialista e outros integrantes da equipe.

O fato foi tão acintoso que o próprio secretário de Comunicação da prefeitura oficializou verbalmente a exigência.

A liberdade de imprensa e liberdade de expressão é um mero desejo que de forma quase inexistente, se realiza com profissionais pejorativamente cognominados de suicidas.

Na verdade, não podemos aceitar e calar diante de fatos dessa natureza, são atos fascistóides e em muitos casos terminam em perseguições e assassinatos, nós profissionais de imprensa, não podemos nos curvar ou demonstrar conformismo. Precisamos absorver o compromisso de que somos defensores incondicionais da liberdade, irrestrita, de imprensa, expressão e de qualidade de vida para nosso povo.

Não temos a pretensão de sermos o farol da liberdade, mas, inegavelmente podemos ser aquela luz no final do túnel.

Carlos Lima

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