Câmara indica soluções para atendimento de obstetrícia

A contratação de profissionais para compor uma equipe de obstetrícia para cobrir os finais de semana no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), a ampliação do Hospital da Mulher, a manutenção da maternidade do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e o aproveitamento de uma maternidade desativada pela rede pública. Estas são as propostas da Câmara Municipal para a solução dos problemas de atendimento de obstetrícia em Feira de Santana.
As propostas, elaboradas a partir de relatório das comissões de Saúde e de Direitos Humanos, foi apresentada à imprensa, na tarde desta quinta-feira (9), pelo presidente da Casa da Cidadania, Justiniano França, e integrantes dos dois colegiados. Participaram da coletiva os vereadores Aldney Bastos Marques (Neinha) e Beldes Ramos, presidente e membro da Comissão de Saúde, respectivamente, e Pablo Roberto, que preside a Comissão de Direitos Humanos.
“O objetivo é contribuir para que o caos não se instale na cidade”, justificou o presidente Justiniano França, ressaltando que o assunto foi tema de sessão especial realizada pela Câmara. “Não podemos simplesmente discutir os problemas e não dar o devido encaminhamento”, disse. Ele informou que as propostas têm caráter apartidário e já foram levadas às secretarias municipal e estadual de Saúde, por meio dos titulares Denise Mascarenhas e Jorge Solla.
A vereadora Neinha definiu o trabalho realizado pela Casa da Cidadania como um mutirão em prol das mulheres, que são as grandes vítimas da precariedade do atendimento. Ela destacou que o problema não é de Feira de Santana, pois até pessoas de municípios não pactuados procuram as unidades de saúde da cidade. “Mas a situação é difícil porque não podemos negar atendimento, principalmente quando se trata de parto”, disse, observando que os problemas se agravam nos finais de semana.
Para o vereador Beldes, é preciso ter iniciativas incisivas, por parte do Estado, do Município e da sociedade como um todo, porque o problema já atinge. “A situação é angustiante”, definiu, lembrando que o trabalho das comissões inclui desde visitas aos hospitais, a reuniões com os dirigentes dos órgãos competentes. Beldes e Neinha também falaram sobre a insuficiência de leitos em UTI Neonatal. Na cidade, só funciona uma unidade especializada em Neonatologia no Hospital Clériston Andrade.
Mas de acordo com o vereador Pablo Roberto, “a situação é muito grave, mas até onde estudamos e acompanhamos, não é tão difícil resolver os problemas”. Ele acha que é preciso simplesmente a união das esferas governamentais, já que os recursos necessários para viabilizar as ações não são altos. A ampliação do atendimento mensal no HDPA de 108 para 250, por exemplo, custará R$ 208 mil mensais, segundo o relatório apresentado.
Além de uma audiência com o secretário estadual, a Câmara Municipal tem um novo desafio pela frente: formar uma comissão para estudo, análise e elaboração de parecer sobre a possibilidade de utilização das instalações da Maternidade Santa Lúcia, localizada na avenida Fraga Maia. De início, as comissões de Saúde e de Direitos Humanos entendem que esta pode ser uma alternativa para a demanda de parturientes, já que Feira de Santana atende 128 municípios.

Fonte: Ascom

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