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Câmara Municipal: uma unanimidade burra ou uma votação negociada/por Carlos Lima

Vereadora Eremita Mota eleita por unanimidade presidente do Legislativo

Dizem que toda unanimidade é burra. Será que a eleição da mesa diretiva da Câmara Municipal de Feira de Santana, que elegeu a vereadora Eremita Mota presidente da Casa se traduz na confirmação desse dito popular.

Não acredito.

Tratando-se do Poder Legislativo feirense essa premissa é falsa.

Os interesses políticos individuais, independente da formação cultural de cada um dos edis, nessas ocasiões, são como raposas no meio do galinheiro.

É evidente que uma forte negociação foi realizada, unindo situação e oposição em torno de objetivos políticos que atendem a atual realidade política dos vereadores.

A primeira suspeita se comprova com o prefeito Colbert Filho, o mequetrefe, reenviando ofício indicando, mais uma vez, após ser rejeitado, o nome do procurador Moura Pinho para ser reconduzido à Procuradoria do Município.

A questão jurídica seria mais uma vitória da Câmara. Por outro lado, após a rejeição da indicação, que aconteceu antes das eleições, teria provocado a base do governo a tal ponto que votariam contra a candidata da oposição, vereadora Eremita.

A resposta política da situação, gerando unanimidade no processo eleitoral é inusitada.

Por trás desse consenso eleitoral existe mais interesses difusos do que se possa imaginar.

Algumas pistas existem que podem ser analisadas se o Procurador for reconduzido ao cargo.

Seria nada mais, nada menos, que a confirmação da submissão política da oposição.

A tentativa do poder Legislativo consolidar sua alforria nessa gestão, continua sendo utópica.

Carlos Lima

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