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Colbert faz vista grossa para aglomeração de pessoas nas ruas com o comércio fechado/por Carlos Lima

O governo municipal encontrou várias maneira de construir argumentos para tentar justificar a leniência adotada pelo prefeito Colbert Martins em relação a falta de comprometimento de grande parte dos empresários feirenses, diante dos seus decretos de fechamento, escalonado ou não, do comércio no município.

Há alguns dias o prefeito demonstrou e confirmou toda sua incapacidade administrativa ao dizer que não entendia e não sabia o porquê de tanta gente nas ruas da cidade, se o comércio estava fechado.

Mesmo constatando essa falha no sistema de combate à transmissão do vírus, não se preocupou em identificar as causas.

Com certeza o posicionamento do gestor deveria ser de imediato, criar premissas fortes, baseadas em fatos e evidências que poderiam ter fornecido essa resposta que ele desejava,  chegado a uma conclusão.

Não ocorreu. Muito pelo contrário. Estabeleceu um rodízio na abertura do comércio que praticamente não está funcionando.

Grande parte dos empresários fica com portas fechadas, mas em pleno funcionamento.

Como pode ser?

É simples e eficiente o procedimento. Uma pessoa fica do lado de fora do estabelecimento, em geral um segurança, que suspende a porta de entrada dos funcionários até a metade, a pessoa entra e ele volta a fechar.

Aparentemente a loja está fechada, mas o seu interior tem movimentação intensa e ninguém consegue notar.

Constatei pessoalmente essa situação. Cabe aos órgãos de fiscalização e gestão adotar as medidas cabíveis.

A constatação não será difícil. Na verdade, até autoridade municipal já fez uso desse sistema de compra, se não agiu é porque talvez exista conivência.

O que temos observado nas autoridades municipais ultimamente é uma tentativa de evitar o confronto argumentativo e sim, a disposição de atacar pessoas.

O ataque ao proponente do argumento e não ao argumento em si, é o que se chama de falácia. Esse vem sendo o procedimento clássico do poder executivo e legislativo em Feira de Santana.

Quando criança, as primeiras autoridades que conhecemos são nossos pais, depois os professores e diretores na escola, quando crescemos, vamos conhecendo as autoridades religiosas, policiais e, assim, aprendendo a compreender e respeitar as instituições que funcionam hierarquicamente, sob o comando de autoridades.

O problema está quando estas autoridades são incompetentes ou ultrapassam suas funções, tornando-se autoritárias, atropelando direitos fundamentais dos demais cidadãos e de condutas suspeitas.

Ao longo da História, muitas autoridades que surgiram, vestiram a máscara do falso moralismo e aparentavam “combater a corrupção”.

Um ditado popular afirma: quando seus adversários forem considerados mais fortes, se una a eles.

Jamais acontecerá. Vamos ampliar os debates e argumentos.

Carlos Lima

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