Comissão investiga médico do Samu

Uma comissão de sindicância instaurada pela Secretaria de Saúde vai investigar os motivos que levaram o médico regulador do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) a não determinar a saída da base de uma ambulância para atender ao borracheiro Renildo Ferreira Brito, 49, na manhã desta quinta-feira, 31. 

Reinaldo Ferreira, que morava no conjunto Viveiros, foi encontrado por populares caído e desacordado na rua Macário Cerqueira. Ele morreu no local. A comissão é formada por Alan Brito de Lima, Maria José Ferreira e Evany Cerqueira Santos.

A coordenadora do Samu, Maíza Macedo, não fixou prazo para a conclusão do processo administrativo interno, mas afirmou que as investigações não vão demorar. “Os resultados serão conhecidos depois de todos os atores sociais envolvidos serem ouvidos”, disse ela à tarde, em entrevista coletiva.

Revelou que já teve uma conversa com o médico regulador. Mas não adiantou nenhum teor da versão do profissional que atendeu a ligação. Afirmou que todas as demandas que chegam ao órgão são investigadas e os resultados conhecidos.

O médico regulador trabalha e toma decisões tendo como base informações de terceiros. O problema é que nem sempre os contatos telefônicos têm a clareza que a situação exige. Se encaminha uma ambulância de atendimento básico, com técnico de enfermagem, ou avançado, com médico e enfermeiro.

“A gente trabalha na perspectiva de chegar rápido ao local onde atendimento será prestado”, disse Maíza Macedo. De acordo com ela, as conversas telefônicas entre a base e a pessoa que solicita o serviço são transcritas.

Ela argumenta que nem toda ligação para o Samu, que atende com base nestes contatos, significa que a ambulância vai deixar a base. “Às vezes a pessoa precisa apenas de uma orientação”.

 

Fonte: Secom

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