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Eleições no município de Feira de Santana em 2024 Por Carlos Lima

Feira de Santana_BA

Para quem conhece a conjuntura política em Feira de Santana as eleições municipais deste ano continuam no mesmo âmbito. Nada de aprofundar os princípios democráticos, trata-se da sobrevivência de um grupo político comandado pelo ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho e o seu principal opositor político, deputado Federal José Neto.

Pode-se afirmar que José Ronaldo continua empunhando a bandeira de maior líder político do município e José Neto se aproximando cada vez mais. A eleição será o marco da sobrevivência de um deles com relação ao poder executivo.

O debate sobre as políticas públicas não consegue tomar forma, é absorvida pela disputa pessoal que se acentuada no atual contexto, herdando as articulações políticas que se moldaram nas correlações de forças construídas nas eleições anteriores.

Conforme as eleições de aproximam, os conteúdos programáticos mais problematizados vão sendo eliminados pelos ralos dos interesses pessoais, tendo vista a naturalidade das ações negacionistas dos axiomas sobre; educação; mobilidade; Saúde; ciências; tecnologia e políticas públicas no próprio município, sufocados por interesses vis.

Nos últimos tempo foram realizadas algumas obras que causaram enormes prejuízos ao município, A saúde foi estuprada conscientemente.

Por onde anda a Operação Pityocampa.

A Coofsaúde era a empresa. Na verdade, uma empresa travestida de cooperativa que “inflava artificialmente, sob rubricas diversas, os seus custos operacionais diretos e indiretos para maquiar os seus lucros e justificar o arbitramento de valores superestimados para os seus contratos”.

Ainda conforme a denúncia, que se baseou em relatórios técnicos da regional da Controladoria Geral da União (CGU), a cooperativa recebeu entre 2009 e 2018 um total aproximado de R$  285,6 milhões do Fundo Municipal de Saúde e da Fundação Hospitalar de Feira de Santana.

Desse total, na época, se estimava um superfaturamento em mais de R$ 71,6 milhões.  Pergunta-se qual o caráter moral da administração pública. A impunidade?

Uma outra situação que poderia ser comparada com uma extorsão aos cofres do município foi a implantação do uso de ônibus de tráfego rápido – Bus Rapid Transit (BRT), obra nunca concluída, locais de embarque e desembarque ainda inconcluso, principalmente na Avenida João Durval e trafego de ônibus que nada tem a ver com o projeto, sumidouro de milhões de reais.

Ninguém fala, ninguém cobra e a administração pública já não sabe o que é Bus Rapid Transit (BRT).

Por onde anda o fator moral que deveria entrar em voga com contundência, não meramente pelos princípios constitucionais éticos balizadores da administração pública, mas da honestidade e da moralidade, por exemplo.

Conhecemos muito bem a realidade da conjuntura política em Feira de Santana, O mequetrefe que administra o município deve ter tido um surto de amnésia e com certeza acredita que também ocorrerá com o seu sucessor.

O trabalho da deslegitimação é “Constante” no campo político o jogo é vergonhoso e desmoralizante diante dos termos constitucionais.

Há mais de 20 anos Feira de Santana convive com o absolutismo de um grupo político.

Vai continuar ou explorar novos horizontes.

Carlos Lima

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