Executivo e Legislativo feirense afagam os calos da desmoralização/ por Carlos Lima

A última situação de conflito que surgiu entre o Executivo e Legislativo de Feira de Santana é de difícil solução.

No início da semana, mas precisamente na sessão de quarta–feira, dia 28, o vereador Paulão afirmou que o chefe da Divisão da Juventude órgão ligado à Secretaria Municipal de Agricultura, Emerson Tavares Ribeiro, vem de forma sistemática tentando desmoralizar o Poder Legislativo Municipal, tecendo críticas e difamações contra os vereadores, principalmente ele e o presidente da “Casa”, vereador Fernando Torres.

Tudo se resume a denúncia feita por ele, em plenário, sobre a entrega de cestas básicas e leite durante a eleição.

No pronunciamento questionou o prefeito Colbert Filho se pretende  manter esse cidadão no seu governo.

Alegou possuir 20 gravações, em Cds, para serem distribuídas e que se chegarem nas mãos do Ministério Público, vai cair um bocado de gente.

“Eu não vendi cesta básica nem leite para me eleger.” Insinuou o vereador.

O Paulão já apresentou projeto de CPI sobre as cestas básicas, com 10 assinaturas e cobrou do presidente a sua instalação. Perguntou: “Vossa Excelência fez o que com as dez assinaturas?”

“Se Colbert também não adotar alguma medida, eu vou levar os  CDs para o MP”.

Foi nesse momento que ficou terrivelmente desmoralizante a denúncia formulada.

O vereador deixou transparecer se tratar de uma provável chantagem.

Ou Colbert exonera o seu diretor, ou ele entrega os 20 CDs ao  Ministério Público.

O que se pode deduzir em tal situação?

Se Colbert demitir o diretor, confessa culpa de negociatas com cestas básicas, ou no mínimo teme investigação do MP e fica refém do vereador que possui as gravaçõe.

Se não demitir o diretor, está preparado para o enfrentamento. Chama indiretamente o vereador Paulão de mentiroso e  desmoraliza o seu mandato.

Está criando um impasse que não terminará em empate. Se ficar por isso mesmo, ambos estarão desmoralizados.

Será uma sequela política que poderia ter sido evitada diplomaticamente. Alguém sofrerá consequências amargas.

Mas como a moral já adquiriu calos, um a mais ou a menos não fará qualquer diferença pessoal.

Quem poderia ter capitalizado politicamente nesse episódio era presidente, Fernando Torres, teve seu nome envolvido, corajosamente manteve uma postura de independência, fato que há muitas décadas não vê, no entanto se perde mais uma vez durante pronunciamento, perde o controle e o comportamento ético, fere a decência e a dignidade do cargo que ocupa.

 Carlos Lima

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