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Há mais coisas entre a saída do secretário de Saúde do governo Colbet do que se possa imaginar/por Carlos Lima

Posse do secretário de Saúde Edval Gomes

O secretário de Saúde de Feira de Santana, o médico Edval Gomes, ao iniciar sua gestão em janeiro deste ano, chegou com a disposição de realizar uma administração séria, honesta e de colocar a saúde do município como referência no Nordeste.

Como dissemos na ocasião da nomeação do secretário, não seria apenas o seu desejo de realizar que estaria viabilizando êxito gestor na saúde, nesse governo Colbert Filho.

Afirmei que essa posição de referência já deveria ter sido consolidada, a muito tempo, porque possuímos as qualidades profissionais, o que falta é a honestidade de propósitos do grupo que comando politicamente o município a mais de duas décadas.

Com menos de 60 dias o secretário de Saúde pede exoneração do cargo.

Os motivos não foram divulgados, ele é ético.

Entretanto não são difíceis de serem projetados. Quando não se tem autonomia nas decisões, nos planos de vacinação por exemplo, fica insustentável prospectar estratégias de ação na saúde pública.

Na relação dos secretários desse atual governo, ele era o nome que mais se destacava e trazia consigo uma certa esperança. Não de tentar recuperar o dinheiro desviado anteriormente da saúde, conforme comprovação da operação Pityocampa, isso não lhe seria permitido.

Mas de ser uma administração voltada realmente  aos interesses da população feirense.

Possuímos algumas informações que por questões de ética e definição profissional, nos falta alguns elementos necessários à sua divulgação, caso sejam questionadas.

Não foi nenhuma surpresa a indicação do ortopedista, Marcelo Brito, que foi sócio do HTO para assumir o cargo.

 Marcelo Brito é um ferrenho defensor da medicina mercantilista e quando atuava no HTO teve sérios problemas com a Secretaria de Saúde do município.

É um perfil que combina com os interesses do prefeito Colbet Filho, que vai sepultar definitivamente qualquer ação relacionada com a Pityocampa.

A possibilidade da comercialização de vacina contra o coronavírus na rede particular em Feira de Santana deve ganhar um reforço considerável. As razões, deduzam.

Todos já devem saber que o registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à vacina da Pfizer contra a Covid, permite a importação da vacina para o Brasil.

Essa medida autoriza, também, que clínicas privadas comprem a vacina e a comercializem.

“Do ponto de vista legal, a única exigência para uma empresa comprar e comercializar um produto de saúde no Brasil é que ele seja registrado na Anvisa. Isso é o que está na lei”.

Então o que falta?

Se o Estado brasileiro pode usar quaisquer vacinas que sejam compradas pela iniciativa privada para vacinar as pessoas pelo SUS, desde que indenize a rede privada pelas vacinas requisitadas, falta muito pouco para que o governo federal libere essa condição sob as mais diversas alegações.

Alguém duvida que o governo Colbert Filho não esteja trabalhando nesse sentido.

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.”

Carlos Lima

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