Imagem de satélite comprova aterramento de Lagoas em Feira

Um professor de Feira de Santana, denunciou para a equipe do Cljornal uma situação de descaso ambiental no município de Feira de Santana.

 

De acordo com a denúncia, imagens de satélite datadas de 2010 mostram que nas proximidades da BR 116, sentido Feira de Santana, há um condomínio e na direção norte da imagem é possível visualizar o curso de água, de uma nascente que em virtude das características climáticas do município era abundante.

 

No entanto, de acordo com a denúncia, o local vem sendo aterrado pela contrução de empreendimentos imobiliários, de forma indiscriminada e a nascente está desaparecendo. O professor demonstra em seu texto revolta por ver que os recursos hídricos do município são tratados com descaso pela administração municipal.

 

Anexa à denuncia, recebemos uma fotografia tirada por satélite que comprova a veracidade dos fatos descritos abaixo no desabafo do professor em rede social:

 

“Gostaria de chamar a atenção de todos vocês no tocante ao descaso ambiental que vem ocorrendo em nossa cidade. Esta imagem de satélite que posto em anexo foi produzida em 2010 onde mostra perfeitamente o condomínio localizado as margens da BR-116 sentido Feira de Santana e na direção norte da imagem conseguimos visualizar bem claramente o curso d´água, que em virtude da característica climática da nossa região não apresenta um grande volume de água. No entanto, segundo nosso código florestal o art. 2º do Código Florestal estabelece as denominadas APPs legais, pois são assim consideradas pelo só efeito da Lei, sem depender da prática de qualquer ato administrativo específico para tanto.

 

São elas as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d´água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura. Ou seja, como muitos devem ter visualizados esse curso d´água está sendo soterrado e “bocas” de lobo colocados para manter a drenagem, mas sem nenhuma preocupação no que tange ao respeito a mata ciliar prevista no artigo do Código Florestal citado acima. Onde está o poder público que não vê isso? Cadê o ministério público que não vê isso? Será que tudo isso está ocorrendo por conta do interesse do capital? A nossa cidade já é desprovida de recursos hídricos e os que temos estão tendo esse tratamento.

 

A bomba quase aterrada. O açude do gravatá recebendo diversas redes de efluentes. Os pequenos riachos que nascem na proximidade da rodoviária sendo aterrados pelos empreendimentos imobiliários (shopping, condomínios). O capital prevalecendo sobre a questão ambiental da nossa cidade assim como está prevalecendo no aspecto histórico da nossa cidade, onde no centro quase não existem mais uma casa com o estilo da arquitetura portuguesa, uma vez que, quase todos já foram destruídos. Depois saímos daqui para visitarmos a Europa para visualizarmos as áreas históricas das cidades no referido continente porque a nossa história assim como os aspectos ambientais da nossa cidade vem sendo regaladas a segundo plano.

      
Estou postando esse comentário para demostrar minha indignação no que tange a falta de consciência ambiental que nos apresentamos. Serrinha futuramente não terá nenhum recurso hídrico para amenizar a temperatura da cidade”. Concluiu o professor.

 

Fonte: Redação com informações do Professor Elmo José Carneiro/ Foto: Facebook

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