José Ronaldo um ex-prefeito que domina seus vices com punho de ferro/Por Carlos Lima

Não é de estranhar que a função de vice seja menosprezada pelos titulardes, que receiam golpes e traições, principalmente por que eles são profundos conhecedores dessa prática, que ao longo de suas carreiras políticas aprimoraram sua aplicabilidade.

O atual grupo político que domina politicamente o município de Feira de Santana sabe fazer uso da figura do Vice fazendo com que ele deixe de ter razão de ser.

Mesmo entendendo que essa figura política de vice seja mais uma forma imoral para sugar os recursos do povo, exala cada vez mais a certeza de que a função no mundo informatizado não faz sentido.

Da mesma forma que o fato do prefeito nomear vereadores eleitos para o seu primeiro escalão, resgatando aqueles que foram rejeitados pelo povo, é uma forma indecente de neutralizar a escolha popular adotada nas eleições. Ele desconstrói uma autentica representatividade do povo no Legislativo, para fortalecer o seu domínio e fazendo do legislativo um braço de sua administração.

Todo o conceito de competência e capacidade é substituído pelos interesses políticos do prefeito e subserviência dos seus aliados.

Diferente do Executivo, Legislativo e Judiciário, nos hospitais e escola, há médicos e professores substitutos. É compreensível. Na ausência da titular, como é que fica? No pronto-socorro, como na escola, não se pode permitir que a ausência de titulares.

Vamos a um exemplo real e recente. O ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, foi convidado a acompanhar as eleições na Alemanha.

Viajou à Europa, ele é o presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Por uma dessas situações que o destino apronta, o ministro embarcou no mesmo voo que o ex-ministro Janot, seu desafeto quando era procurador-geral da República.

Viajaram em fileiras próximas. Passaram dez horas cochilando a metro e meio um do outro.

Já em território europeu, Gilmar Mendes deu decisão negativa ao pedido de habeas corpus impetrado por aqueles réus de nome simplório e sobrenome pio. Os encarcerados continuaram enjaulados. O documento oficial, foi assinado «digitalmente» quando o ministro já estava dando entrada na Alemanha.

Vejam só, até na ausência física de membros destes poderes, não é empecilho para tomada de decisões importantes e consideradas urgentes.

Portanto acredito que a figura do vice só tem servido para atrapalhar os interesses do titular.

A substituição do titular, no caso, prefeito, governador e presidente, deve ser realizada por nova eleição.

Voltando a Feira de Santana, reconhecemos que em outros municípios até que o vice tem sido uma figura um tanto útil, aqui a história é diferente.

Neste grupo ronaldista apenas o seu primeiro vice teve alguma utilidade. Antônio Carlos Borges Junior chegou a assumir uma secretaria e recebeu muito esporro.

Depois veio Paulo Aquino no governo Tarcízio Pimenta, foi execrado, até o gabinete lhe foi tomado. Ficou no olho da rua.

Em seguida tivemos Luciano Ribeiro, que chegou a assumir por alguns dias, era como se não existisse. Depois veio a vez de Colbert Martins, que assumiu a prefeitura em virtude da renúncia de José Ronaldo para ser candidato a governador. A derrota já era esperada.

Mesmo assim continuou dando às ordens na administração municipal, o que acontece até nos dias atuais.

O vice de Colbert, Fernando de Fabinho, é mais sujo do que pau de galinheiro, não que o titular tenha essa limpeza toda. Passados 23 dias de governo, ainda não sabe onde será o gabinete dos CPFs, ou se em algum momento ele será disponibilizado.

Mantendo a tradição de não fazer nada, é bem provável que seja o mesmo dos seus antecessores, aquele localizado no prédio da Secretaria da Fazenda, que está sempre  fechado, não tem finalidade administrativa nem política.

Na grande maioria o vice-prefeito é uma figura apenas decorativa, como foi Colbert quando assumiu a prefeitura diante a renúncia de José Ronaldo, e agora continuará dividindo a administração de Feira de Santana com o seu guru, a ele, Colbert deve sua eleição.

Carlos Lima

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