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Lockdown em Feira de Santana: Colbert pode demitir médicos e contratar pastores/por Carlos Lima

Arimateia (IURD) e Colbert Filho - negócio fechado

Enquanto o governo do Estado da Bahia luta para conter o avanço do coronavírus, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Filho,  se preocupa em pagar aqueles que, conforme  versão dos neopentecostais,  lhes dera a vitória no segundo turno das eleições.

O decreto do governador Rui Costa sobre o lockdown nesse final de semana, de forma democrática, abriu espaço para que os municípios pudessem fazer adequações conforme a situação vivenciada por cada um deles.

Lógico que a intenção era reforçar, conforme as necessidades dos municípios, a redução das possibilidades de contágio.

A surpresa: em Feira de Santana, mesmo com os hospitais com mais de 98% dos leitos para o covid-19 ocupados, o prefeito decidiu fazer uma adequação das regras para o Lockdown.

Foi perversa para o povo e benéfica para os neopentecostais, permitindo a abertura dos templos religiosos, para arrecadar dinheiro e destruir vidas.

Não tem como não acreditar que tal atitude tenha sido parte do pagamento da negociata realizada pelos votos dos evangélicos.

Minha preocupação no momento é que Colbert Filho decida transformar o Hospital de Campanha em Tenda de Milagres, demita os médicos e passe a contratar pastores, distribuir semente de feijão para cura do covid e realizar “cultos do milagre da cura do coronavírus,” sem custo, tudo financiado pela prefeitura.

Conforme a manifestação protestante do dia 25 fev, 2021, eles afirmaram que “Jesus não quer ver ninguém mascarado, Deus não se agrada de medrosos”. Colbert não é medroso, é subserviente quando se trata de conquistar e permanecer no poder.

Alguém se recorda do aceite das principais igrejas do país à convocação de Jair Bolsonaro para um jejum nacional contra o vírus, no dia 05 de abril de 2020, o fato representa bem o alinhamento político dessas denominações ao governo federal, e também a capilaridade das teologias da prosperidade e a teologia da guerra espiritual, de como elas podem ser instrumentalizadas politicamente.

Em Feira de Santana Colbert Filho comprou, e a IURD a cabeça da serpente, vendeu a ele a vitória eleitoral.

Por isso não soa estranho que nesse momento de lockdown, o prefeito entregue o feirense de bandeja aos neopentecostais. Para eles a pandemia é “coisa de Satanás”, o vírus será “queimado pelo hálito de Deus”, “o coronavírus é a coroa do Diabo”, ou que a oração é a principal “arma” de proteção do cristão, nesse momento.

Com a aquiescência do prefeito manipulado, neste final de semana vamos lotar os templos e combater o diabo.

São em grande número os pastores, bispos e apóstolos que iludem a população, no município feirense, e contam com o aval do prefeito.

Essas teologias, todavia, não estão presentes apenas nas igrejas neopentecostais. Inúmeras igrejas pentecostais de tradição ascética e históricas renovadas aderiram a elas na corrida para aumentar seus rebanhos.

Carlos Lima

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